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Conheça importantes recomendações de boas práticas em laboratórios de análises clínicas e comece a aplicar hoje mesmo!

30 jul
Postado por Dr. Victor Proença Categoria: Blog

Os laboratórios de análises clínicas necessitam de diversos cuidados especiais para conseguirem realizar um bom trabalho. Esses cuidados vão desde o material a ser analisado, até os equipamentos, manuseio, forma de trabalho, uso de EPIs, postura e técnica. Isso tudo é muito importante, pois gera um bom resultado, agregando valor ao meio clínico e aos próprios laboratórios de análises clínicas. Nesse sentido, muitos quesitos devem ser observados e muitas regras e protocolos seguidos. Por isso, neste artigo iremos falar um pouco mais sobre as boas práticas em laboratórios de análises clínicas.

De acordo com a ANVISA, as Boas Práticas de Laboratório (BPL) são um grupamento de ações definidas e específicas. Essas ações passam pela análise do local, dos potenciais riscos e do nível de toxicidade dos produtos utilizados. Isso tudo tem como objetivo aumentar a segurança dos profissionais e colaboradores e reduzir os riscos provenientes do ambiente laboratorial.

Nela se encontram condutas como instruções organizacionais do ambiente de trabalho e execução de procedimentos fundamentais. Podemos encontrar instruções sobre o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e Equipamentos de Proteção Coletivos (EPCs). Além de um sistema de limpeza adequada do recinto laboratorial, dos materiais e da correta higienização dos profissionais.

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Boas Práticas em Laboratórios de Análises Clínicas: Biossegurança

Esse conjunto de ações também abrange a biossegurança. De maneira geral, ela busca técnicas, sistemas, procedimentos e dispositivos, visando minimizar ou eliminar os riscos. Essas ações também visam prevenir lesões e contaminações que possam comprometer a saúde das pessoas no meio laboratorial. Assim como promover maior segurança e qualidade no trabalho.

A biossegurança é item essencial no que diz respeito às boas práticas em laboratórios de análises clínicas. É muito importante que ela seja adotada com base nas normas nacionais e internacionais vigentes. Essa normas dizem respeito à conservação, armazenamento, manipulação e transporte de microrganismos patogênicos. Todo esse cuidado faz com que seja garantida a integridade dos funcionários, bem como do material analisado.

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Boas Práticas em Laboratórios de Análises Clínicas: Categorias de Riscos

Entender as categorias de risco faz parte das boas práticas em laboratórios de análises clínicas.

A palavra risco significa a possibilidade de ferimento, doença, dano, ou qualquer espécie de perigo. Os riscos podem ser classificados em 5 categorias: químicos, biológicos, físicos, ergonômicos e de acidentes.

– O risco químico acontece devido há exposição a substâncias ou agentes químicos. Essas substâncias podem causar algum dano à pessoa por meio da pele, ingesta ou inalação. Como exemplo os elementos oxidantes, ácidos, inflamáveis ou corrosivos.

– No risco biológico, são considerados os fungos, vírus, bactérias, parasitas, entre outros. Esses agentes de risco biológico podem ser divididos em 4 categorias, de acordo com a forma de transmissão, a patogenicidade, virulência e a oportunidade de medidas profiláticas e tratamento eficazes.

– Risco físico compreende toda forma de exposição dos funcionários a qualquer tipo de energia. Por exemplo: frio e calor extremos, pressão, radiações ionizantes e não ionizantes, ruídos e vibrações.

– O Risco ergonômico corresponde a fatores que possam prejudicar os aspectos psicológicos, fisiológicos ou anatômicos do profissional, trazendo distúrbios osteomusculares, dores, disfunções e danos à sua saúde. Móveis e bancadas mal projetadas, elevação e carregamento de peso excessivo, movimentos repetitivos, postura estática ou dinâmica incorreta, ambiente de trabalho inadequado (temperatura e iluminação inapropriadas) e dificuldade no relacionamento interpessoal ocupacional são alguns exemplos de risco ergonômico.

– Risco de acidentes é qualquer condição que traga perigo ao funcionário em algum momento, e que possa prejudicar a sua integridade. Define-se por uma ação não planejada e danosa no ambiente de trabalho. Instrumentos de vidro, perfurantes ou cortantes, máquinas e equipamentos sem proteção, cilindros de gases e má organização do ambiente são fatores considerados nessa classificação.

 

Boas Práticas em Laboratórios de Análises Clínicas: Recomendações de Segurança

Para que seja mantido um bom ambiente de trabalho, com redução de riscos, melhora da produtividade e relacionamento e, consequentemente, bons resultados em relação às análises, é necessário seguir um protocolo de cuidados e regras.

A higienização e limpeza do ambiente em laboratório é um item que deve estar no topo da lista de preocupações. É importante que seja dada uma instrução aos colaboradores quanto à manutenção do meio de convivência. Um manual de biossegurança deve estar disponível no local. Produtos químicos e tóxicos devem estar armazenados devidamente e identificados de forma correta. Os equipamentos que possuem maior risco, como contêiner de nitrogênio e autoclave, devem estar organizados de maneira segura e em uma área mais restrita.

O ambiente laboratorial deve ter uma boa iluminação, sinalização de emergência em locais estratégicos e visíveis, extintores dentro do prazo de validade e em lugares planejados, kit de primeiros socorros completo disponível e pessoas treinadas que saibam o utilizar corretamente, e, em caso de acidentes, manter o protocolo de rotina.

Os materiais e práticas pessoais como comer, beber e usar cosméticos, devem ser realizadas separadamente e fora da área de trabalho. Objetos pessoais devem estar guardados em armário próprio para armazenamento. Em relação aos cuidados pessoais, é importante lavar e higienizar as mãos antes e após os experimentos, usar sapato fechado, jaleco apenas dentro do ambiente laboratorial, conservar as unhas limpas e curtas e cabelos sempre presos.

Evitar o uso de anéis, colares, pulseiras, e brincos dentro do laboratório, e se houver uso de lentes de contato, estas devem ser protegidas por óculo de proteção. Não usar celular ao realizar procedimentos laboratoriais e, ao utilizar luvas, não tocar em objetos de utilização coletiva como telefone, corrimões e maçanetas. Usar EPIs e EPCs sempre ao realizar procedimentos no ambiente laboratorial.

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Boas Práticas em Laboratórios de Análises Clínicas: Equipamentos de proteção Individual (EPIs) e coletiva (EPCs)

Os EPIs são itens obrigatórios e os próprios laboratórios devem fornecer de maneira suficiente e ter sempre à disposição. Servem com um mecanismo de proteção primária quanto ao contato de agentes físicos, biológicos, químicos, temperaturas excessivas entre outros riscos existentes no ambiente de trabalho, preservando a integridade física e a saúde do trabalhador.

Os principais EPIs são: jaleco, luvas (seguindo suas classificações de uso), protetores faciais, touca, protetores oculares e auditivos e calçados de segurança.

Os EPCs possuem a função de proteção à saúde dos profissionais no ambiente. Os principais são: Chuveiro de emergência, lava-olhos, autoclave, extintores de incêndio, kit de derramamento e cabines de segurança biológica.

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Boas Práticas em Laboratórios de Análises Clínicas: Riscos de Contaminação

Os riscos de contaminação durante o exercício profissional representam, no âmbito laboratorial, uma das principais causas de danos à saúde. A transmissão pode ocorrer por penetração, como em via aérea. Nesse caso pode estar associada à pipetagem, flambagem de alça de platina e abertura de recipientes. No caso da transmissão pela via oral, ela tem como principal agravante a realização de maneira errada de procedimentos como a pipetagem com a boca. Além da introdução de utensílios na boca e o consumo de alimentos no interior do laboratório. A transmissão por via cutânea pode acontecer devido a arranhões, ou vidraçaria quebrada contaminada. Já a transmissão por via ocular, por meio de deposição de gotículas e aerossóis.

Devido a essas constatações, é nítido que, nos laboratórios de análises clínicas, além de seguir fielmente o uso dos equipamentos de proteção, das recomendações e regras de segurança, é muito importante também estar atento ao trabalho e ao método utilizado, para que, além de conseguir executar o trabalho com exatidão e eficiência, seja garantida também sua proteção pessoal e coletiva.

Os riscos podem ser amenizados com práticas simples e constantes. Além disso é preciso que cada um faça sua parte para que o ambiente de trabalho não seja um meio de riscos; e sim de trabalho agradável e favorável.

 

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Referências

CHAVES, Márcio José Figueira. Manual de biossegurança e Boas Práticas Laboratoriais. 2016.

CLÍNICAS, Hospital das. Guia de Boas Práticas Laboratoriais. São Paulo, 2005.

ZOCHIO, Larissa Barbosa. Biossegurança em laboratórios de análises clínicas. São José do Rio Preto, 2009.

 

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