FUNGOS NA VAGINA CANDIDÍASE SINTOMAS

Infecções por fungos na vagina: entenda os tipos, causas, sintomas e diagnóstico.

04 ago
Postado por Marina Caxias Categoria: Blog

Este artigo é sobre infecções por fungos na vagina.  Neste texto iremos responder as seguintes questões:

1. Quais tipos de fungos podem causar infecção na vagina?

2. Quais são as causas primárias de infecções pode fungos na vagina?

3. Quais são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de infecções pode
fungos na vagina?

4. Como é feito o diagnóstico clínico e laboratorial de infecção por fungos na vagina?

5. Qual a característica do corrimento vaginal causado por fungos?

6. Quais os sintomas de fungos na vagina?

7. Como é o tratamento das infecções pode fungos na vagina?

8. Quais os tipos de pomada ginecológica para fungos?

 

Infecções por fungos na vagina

Uma infecção por fungos na vagina, ou infecção vaginal, ocorre quando a vagina é infectada por alguma espécie de fungo. Por ser uma região muito quente e úmida esse fungo, então, começa a se proliferar. Quando as infecções se tornam frequentes, elas podem se tornar muito sérias. Sendo seus principais sintomas a coceira, irritação, corrimento, entre outros. Em uma vagina considerada saudável é possível encontrar um pequeno número de células fúngicas, as quais podem multiplicar-se devido a um fator externo ou interno que modifica o balanceamento dos organismos.

A candidíase vaginal é uma infecção muito comum devido à proximidade entre a uretra e a vagina. O desequilíbrio da microbiota vaginal pode promover o aumento da quantidade dos fungos presentes.

Se a infecção vaginal não for diagnosticada e tratada corretamente ela pode causar complicações. No caso de mulheres grávidas pode causar abortos, parto prematuro e complicações após o parto. As mulheres não grávidas podem ficar estéreis devido à infecção atingir o útero e tubas uterinas.

A candidíase não é considerada uma Infecção Sexualmente Transmissível, pois é causada por fungos que já se encontram no organismo em condições saudáveis.

Existem diversas maneiras para prevenir uma infecção por fungos na vagina como, por exemplo:

  • Ter uma dieta equilibrada;

  • Evitar uso desnecessário de antibióticos;

  • Ter uma boa higiene íntima;

  • Evitar tecidos sintéticos na região íntima;

  • Limpar da frente para trás após a micção;

  • Lavar as mãos antes e depois de utilizar o banheiro;

  • Não sentar em banheiros públicos.

 

1. Quais tipos de fungos podem causar infecção na vagina?

O principal causador de infecção na vagina é o fungo Candida albicans, causando a Candidíase ou Monilíase vaginal.

A Candida albicans é classificada como microrganismo comensal, pois permanece no organismo sem produzir a doença e é encontrada em aproximadamente 20% das mulheres consideradas saudáveis.

2. Quais são as causas primárias de infecções por fungos na vagina? 

A principal causa de infecção é por um desequilíbrio onde as células fúngicas da vagina se multiplicam e exercem um efeito dominante sobre as células de defesa.

As demais causas são por uso de antibióticos, gravidez, lubrificação inadequada, duchas vaginais em excesso, relação sexual desprotegida, vestuário inadequado como roupas apertadas.

 

3. Quais são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de infecções por fungos na vagina? 

Os principais fatores de risco para o desenvolvimento de infecções por fungos na vagina são o uso de antibióticos, corticoides, queda de imunidade, menopausa, HPV, HIV, relações sexuais desprotegidas, diabetes, uso de anticoncepcional com alta dose de hormônios, gestação, terapia hormonal.

4. Como é feito o diagnóstico clínico e laboratorial das infecções por fungos na vagina? 

O diagnóstico clínico o médico, de acordo com o relato do paciente, identifica o corrimento característico e associa com os sintomas descritos pelo paciente.

Os principais sintomas relatados que se enquadram no diagnóstico de infecção por fungos são dor ao urinar, corrimento esbranquiçado com aspecto de leite coalhado em grumos, porém inodoro, coceira, irritação, edema.
No exame ginecológico realizado no consultório pelo médico apresentará edema, fissuras e corrimento.

O teste de pH vaginal é realizado no consultório onde o médico encosta uma fita reativa de pH na parede vaginal da paciente, o pH para ser considerado normal deve estar entre 4 e 4,5.

O diagnóstico laboratorial é realizado a partir do conteúdo vaginal.

Para que o diagnóstico laboratorial seja realizado através de meios de culturas seletivos, como exemplo o meio de Sabouraud que apresenta uma coloração branca ou creme, meios diferenciais como CHROMagar Candida que detecta leveduras facilmente, os exames anteriores e os sintomas devem ser positivos. Mas também é indicada em casos de infecção vaginal por fungos recorrentes para a identificação da espécie.

Para a comprovação de um diagnóstico se julga necessário exames laboratoriais, como exame microscópico que evidenciará presença de esporos e hifas.

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Figura 1 – Meio de cultura em Sabouraud (fonte: Tecsoma, Introdução fungos).

5. Qual a característica do corrimento vaginal causado por fungos?

O corrimento vaginal causado por fungos pode apresentar, na maioria dos casos, uma coloração esbranquiçada com aspecto de leite coalhado, mas também pode apresentar uma coloração amarelada, esverdeada ou acinzentada. Pode ser inodoro ou com presença de odor.

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Figura 2 – Diagnóstico clínico (fonte: Boa consulta, Candidíase).

6. Quais os sintomas de infecções por fungos na vagina?

Os principais sintomas de fungos na vagina são coceira, desenvolvimento de feridas por causa da coceira, irritação, queimação, dor ao urinar, dor na relação sexual, corrimento esbranquiçado com aspecto de leite coalhado em grumos porém inodoro, disúria, vermelhidão e inchaço na parede vaginal e nos lábios. As lesões causadas por conta da coceira podem se estender pelo períneo, região perianal e inguinal.

Os sintomas de fungos na vagina tendem a se intensificar no período pré-menstrual devido ao aumento da acidez na vagina.

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Figura 3 – Aspecto do colo do útero (fonte: Medium, Infecção vaginal por fungo).

 

7. Como é o tratamento das infecções por fungos na vagina? 

A infecção vaginal pode ser facilmente tratada com medicamentos, podendo ser através de tratamento local como pílula vaginal ou um creme de uso interno. Também pode ser prescrito pelo médico um tratamento oral, como uma pílula.

É aconselhável que durante o tratamento, a paciente evite relações sexuais até que os sintomas desapareçam.

Também é aconselhável usar sabonete neutro, não utilizar papel higiênico perfumado, não usar absorvente interno devido ao aumento da umidade na região, não compartilhar roupas íntimas, usar preservativos nas relações sexuais após o desaparecimento dos sintomas e usar roupas íntimas de algodão.

 

8. Quais os tipos de pomada ginecológica para fungos?

As principais pomadas utilizadas para tratamento de infecções spor fungos na vagina são Canasten, Clotrimix, Dermobene, Icaden, Vagicand, Gyno-Canesten, Gyno-Icaden, Gino-Mizonol.

Essas pomadas possuem em sua composição antifúngicos como Cloritomazol, Isoconazol, Miconazol, Terconazol, Fenticonazol.

O uso de comprimidos orais ou medicamentos tópicos intravaginais aliviam a coceira, trazendo de volta o equilíbrio dos microrganismos.

No caso das pomadas, elas devem ser introduzidas profundamente na vagina com auxilio de aplicador, uma vez por dia, à noite ao deitar, de acordo com o tempo prescrito pelo médico.

 

Referências

http://files.bvs.br/upload/S/0100-7254/2010/v38n1/a005.pdf

http://ftp.medicina.ufmg.br/gob/2014/infeccoes_vaginais_10102014.pdf

http://portal.unisepe.com.br/unifia/wp-content/uploads/sites/10001/2018/06/027_fatores_risco_candidiase_vulvovaginal.pdf

https://labtestsonline.org.br/tests/fungal-tests

https://www.bulario.com/pomadas_para_candidiase_no_homem_e_na_mulher/

https://www.cdc.gov/std/tg2015/candidiasis.htm#:~:text=Diagnostic%20Considerations&text=The%20diagnosis%20can%20be%20made,result%20for%20a%20yeast%20species.

https://www.mastereditora.com.br/periodico/20141001_074435.pdf

https://www.scielo.br/pdf/rbgo/v30n7/a05v30n7.pdf

Autor

Gabriela Maria da Silva Stefanini

Biomédica

 

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