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Radioterapia, radiodiagnóstico, radiofármacos e radiofarmácia entenda aplicações terapêuticas e diagnósticas

01 jun
Postado por Prof. Dr. Victor Proença Categoria: Blog

Dentro da área da saúde, usam-se inúmeros elementos para atingir determinados objetivos. Um deles, é a radiação controlada. Desta maneira, a radiação utilizada, a ionizante, é aplicada em diferentes cenários. Ela pode ser usada na radioterapia, onde há o combate principalmente de tumores, no radiodiagnóstico, que como o nome sugere, é usado para diagnosticar determinadas doenças e na radiofarmácia, com utilizações medicamentosas, de ordem mais ampla.

Tudo isso, impacta diretamente na saúde das pessoas e pode trazer cura e diagnósticos assertivos, quando usado da maneira correta.

Veja agora, um pouco sobre cada uma destas modalidades, oriundas da medicina nuclear, em separado.

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Radioterapia, conceito e aplicações

Dentro da medicina nuclear, a radioterapia é um método utilizado principalmente, para a destruição de células tumorais. Para isso, são utilizados feixes de radiações ionizantes.

Para o tratamento com radioterapia, usa-se uma dose, que é calculada previamente e aplicada, durante determinado tempo, em uma porção de tecido que englobe o tumor.

Com isso, a radioterapia ataca e busca eliminar ao máximo, as células tumorais.

As radiações ionizantes são divididas de duas maneiras: ou são eletromagnéticas ou são corpusculares e carregam energia.

Quando os feixes de radiação ionizante interagem com os tecidos, eles dão origem ao que chamamos de elétrons rápidos, que vão ionizar o meio e criar determinados efeitos químicos. Estes efeitos químicos, causam determinadas reações, como por exemplo, a ruptura das cadeias de DNA.

Neste caso, a morte das células tumorais ocorre por determinados mecanismos, que podem criar desde um contexto de inativação de sistemas vitais para a célula, até a eliminação de suas capacidades reprodutivas.

A maneira como os tecidos respondem a exposição a diferentes níveis de radiação, pode variar, de acordo com inúmeras variáveis. Sensibilidade do tumor, oxigenação, localização, quantidade de radiação empregada e o tempo de aplicação, são alguns fatores que interferem diretamente na resposta das células tumorais.

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Radioterapia: administração

No geral, na radioterapia, a dose total que deve ser administrada, é fracionada em doses diárias, para que tenhamos uma maior eficiência e as células sejam impactadas da maneira correta.

A radioterapia pode ser usada para o tratamento que visa a eliminação total de tumores, quando o objetivo é a eliminação de todas as células com características tumorais. Porém, ela também pode ser usada para fins remissivos, quando buscamos a redução do tamanho total do tumor, para enfraquecer o câncer e torná-lo de mais fácil tratamento. Há ainda, a aplicação profilática, em casos de doenças em estágio pré-clínico.

As fontes de radiação podem ser diferentes. Há aparelhos de radioterapia que são ligados à energia elétrica e liberam raios X e elétrons. Há também, aparelhos que usam fontes de isótopo radioativo, que geram raios gama.

A aplicação de radioterapia envolve inúmeras variáveis e deve ser feita no contexto adequado, somada a outras formas de tratamento da doença, para que tenha bons resultados.

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Radiodiagnóstico

Além das aplicações da radiação ionizante para o tratamento de câncer, ela também pode ser usada para o diagnóstico de inúmeras doenças. A utilização da radiação, como forma de diagnóstico, é amplamente usada na medicina.

Isso, por que uma das bases para o diagnóstico, é a visão do funcionamento e da anatomia do corpo. Neste caso, o radiodiagnóstico se utiliza da radiação ionizante, para oferecer aos profissionais, uma visão anatômica e funcional, de diferentes sistemas e tecidos no organismo.

Uma das aplicações mais comuns do radiodiagnóstico, é o exame de raio-x. Ele oferece aos médicos uma visão clara das estruturas anatômicas do corpo, mais especificamente, do sistema ósseo. Porém, esta não é a única aplicação do radiodiagnóstico. Há inúmeros outros exames.

Complementando o que já mencionamos sobre radioterapia, existem também formas de encontrar a localização exata do tumor, através de exames com base no radiodiagnóstico.

Além disso, temos ainda exames como angiografia. Este é um exame que analisa os vasos sanguíneos através da aplicação de um contraste radiopaco. Outro exame presente nas rotinas do radiodiagnóstico é a fluoroscopia. Este exame é utilizado quando a equipe médica necessita de um exame em tempo real, de estruturas ósseas e outros tecidos.

Outro exame bastante conhecido, dentro do radiodiagnóstico, é a tomografia computadorizada. Ela utiliza determinados níveis de radiação ionizante, para gerar imagens nítidas de tecidos, ossos e outras estruturas anatômicas, fundamentais para o diagnóstico.

Há inúmeras aplicações dos exames oriundos do radiodiagnóstico. Eles são amplamente usados em diferentes especialidades médicas, para o diagnóstico e acompanhamento de determinados tratamentos.

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Radiofarmácia

Além das duas modalidades citadas acima, temos ainda na medicina nuclear, a radiofarmácia. No geral, a radiofarmácia é uma especialidade de suporte para a radioterapia e o radiodiagnóstico. Sem ela, as duas não seriam viáveis.

Basicamente, os radiofármacos são substâncias marcadas, que servem para que seja possível visualizar alterações fisiológicas e/ou determinadas distribuições anormais de determinados compostos. Além disso, ainda há a utilização de radiofármacos através de ações terapêuticas.

Há diferentes níveis de radiofármacos, usados em situações específicas. Por exemplo, o Iodo-131 é muito usado no tratamento de tumores na glândula tireoide. Outra aplicação comum da radiofarmácia, é o FDG-18, que é comumente usado no diagnóstico de infarto do miocárdio.

O estudo, produção, controle e aplicação de radiofármacos, deve ser bastante rigoroso. Isso para que eles não venham a afetar negativamente a saúde dos pacientes em que estes são administrados.

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Relações profissionais em radioterapia, radiodiagnóstico e radiofarmácia

É nítido que radioterapia, radiodiagnóstico e radiofarmácia são complementares. Em muitos momentos, eles chegam até mesmo a interagirem diretamente entre si. Tudo isso, dentro dos preceitos e técnicas que a medicina nuclear preconiza.

É muito comum que sejam usadas técnicas de radiodiagnóstico para que tenhamos uma visão mais clara sobre determinados diagnósticos. Na sequência, são usados radiofármacos ou técnicas de radioterapia.

É fundamental que o profissional vai trabalhar com estes conceitos de medicina nuclear, esteja preparado e em constante aprendizado. Os riscos de procedimentos de radioterapia, radiodiagnóstico ou radiofarmácia, feitos de maneira errônea, são muito grandes. Eles podem comprometer não apenas a saúde do paciente, mas em alguns casos, também a de quem realiza tais procedimentos.

O profissional de medicina nuclear que visa se destacar, precisa compreender tais interações. Ele também precisa absorver os diferentes níveis de conhecimento que estas áreas em específico possuem.

Neste sentido, nosso Curso de Síntese de Radiofármacos (clique aqui ou na imagem abaixo), oferece todo este contexto e irá te preparar para entrar no mundo da medicina nuclear, um ramo cada vez mais amplo e que necessita de especialização constante.

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Referências

http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=100

http://www.abfm.org.br/index.php?site=prova_titulos.php&id=36&m=5

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