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Coleta de Sangue Venoso: A importância da identificação correta do paciente

10 set
Postado por Dr. Victor Proença Categoria: Blog

Grande parte dos erros nos exames de sangue é causada por erros humanos durante o procedimento de coleta de sangue. Entre esses erros podemos citar: identificação do paciente, manuseio dos tubos de ensaio, descanso do paciente antes da coleta e estase venosa. Muitas vezes esses erros ocorrem, pois, alguns profissionais não seguem os procedimentos padronizados de coleta de sangue venoso. E, com isso, acaba colocando em risco a segurança dos pacientes.

Aproximadamente 75% das decisões médicas são baseadas nos resultados de exames de sangue venoso. Porém, estima-se que em torno de 0,5% de todos os resultados de exames de sangue estejam errados. De todos esses erros, mais de 25% deles podem levar a consequências negativas para o paciente, como medicamentos e exames complementares desnecessários.

Neste texto vamos aprofundar a discussão sobre a importância da correta identificação do paciente. Também vamos discorrer sobre os materiais obtidos decorrentes da coleta de sangue venoso do paciente.

 

Identificação correta do paciente – Coleta de Sangue

A correta identificação do paciente é o passo mais importante na coleta de sangue venoso, mas é frequentemente negligenciada. A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) recomenda que para pacientes adultos e conscientes sejam solicitados nome completo, número da identidade, ou data de nascimento, e que essas informações sejam comparadas com as constantes na requisição de exames.

Já para pacientes internados, em geral, os hospitais disponibilizam etiquetas impressas com os dados de identificação necessários. De qualquer modo, o profissional responsável pela coleta sempre deve verificar a identificação no bracelete, bem como a identificação da entrada do quarto, quando disponível. O número do leito nunca deve ser utilizado como critério de identificação. Caso haja discrepância, a informação deve ser relatada ao supervisor de área.

No caso de pacientes muito jovens ou com algum tipo de dificuldade de comunicação, o profissional que vai realizar a coleta de sangue deve confirmar as informações com algum acompanhante devidamente identificado.

Pacientes atendidos no pronto-socorro ou em emergência podem ser identificados pelo próprio nome e número de entrada no cadastro da unidade de emergência.

É importante salientar que é primordial que a identificação possa ser rastreada a qualquer momento do processo.

pulseira de identificação de pacientes

Figura. Exemplos de pulseiras de identificação dos pacientes (fonte: http://enterviphospitalar.com.br/#identificacao).

 

Identificação do material colhido – Coleta de Sangue

A identificação do material colhido deve ser realizada na presença do paciente. No caso de sistemas manuais, essa ação pode ser realizada fixando etiquetas nos tubos de coleta, sempre contendo o nome do paciente, a data da coleta e o número sequencial de atendimento. Sendo que a etiqueta deve estar presente em todos os demais documentos, amostras, mapas de trabalho, relatórios e laudo final.

Em alguns serviços mais complexos, etiquetas com código de barras são utilizadas. Estas devem ser associadas, de forma segura, a amostra em todas as fases do processo. Atualmente existem aparelhos que já na fase de cadastro imprimem as etiquetas, dispensam os tubos necessários aos diferentes procedimentos em caixas específicas, bem como as respectivas etiquetas com códigos de barra, contribuindo, para maior segurança e rastreabilidade de todos o processo.

identificação do material colhido - coleta de sangue

Figura. Exemplos de código de barras para identificação do material colhido (fonte: http://www.ebc.com.br).

 

Existem ainda diversos outros fatores que também podem influenciar os resultados dos exames laboratoriais. Podemos citar: tempo de jejum, a necessidade de abstenção de fumo e/ou álcool, o registro do uso contínuo de alguma medicação. Assim como a realização de algum procedimento diagnóstico ou terapêutico prévio. Nos próximos textos vamos falar mais sobre esses e outros assuntos.

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Referências

Recomendações da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial para coleta de sangue venoso – 2. ed. Barueri, SP: Minha Editora, 2010.

Söderberg, J., Wallin, O., Grankvist, K. and Brulin, C. (2010), Is the test result correct? A questionnaire study of blood collection practices in primary health care. Journal of Evaluation in Clinical Practice, 16: 707–711.

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