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Epidemiologia das doenças infecciosas

16 ago
Postado por Categoria: Blog

A epidemiologia é uma disciplina cientifica que visa o estudo, compreensão e métodos de prevenção de doenças infecciosas em âmbito populacional, da grande massa, por assim dizer. O estudo clínico de uma doença é feito de forma individual, de pessoa para pessoa; a epidemiologia analisa justamente esses mesmos aspectos, só que de uma maneira muito mais abrangente, avaliando o dano causado ou possível em um grupo populacional.

Uma doença infecciosa é causada por um agente biológico, de patogenia viral, bacteriana ou parasita. A doença deve ser transmitida mediante contato físico, como um beijo, relação sexual, aperto de mão ou contato com uma área onde alguém doente tenha passado e deixado de maneira não intencional os vertiginosos dessas patogêneses.

Como a epidemiologia tem relação com epidemias, agora fica mais fácil entender que essa disciplina visa o estudo da transmissão dessas doenças infecciosas em grande escala; frequência, distribuição, tempo de ocorrências, fatores primordiais, prevenção, etc.

 

A epidemiologia a favor da vida

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O principal uso da epidemiologia está relacionado a saúde pública. Como o governo deve prezar pela integridade de seus habitantes, é de responsabilidade dos governantes organizaram medidas epidemiológicas que visam prevenir, inibir e tratar as doenças infecciosas.

Algumas das doenças infecciosas que são estudadas pela epidemiologia: doenças parasitarias, tuberculose, dengue, AIDS, malária, varíola (extinta), ebola, zika, chikungunya, varicela (catapora), gripe suína (influenza H1N1) e Poliomielite.

Veja a seguir como a epidemiologia atua contra doenças infecciosas em uma escala populacional:

  • Estudando a transmissão: A epidemiologia se baseia em fatos científicos, portanto, o primeiro passo é averiguar a forma de transmissão dessas doenças infecciosas procurando compreender a patogenia das mesmas para uma futura política de tratamento;
  • Frequência e distribuição: Por ser uma visão populacional, é muito importante compreender a frequência e distribuição da doença no ambiente. O Ebola, que ainda tem pontos de epidemia na África, não causa grandes problemas em áreas desenvolvidas por que sua frequência e distribuição são baixas;
  • Inibindo o crescimento: Com a compreensão de como a doença infecciosa funciona, período de incubação e frequência de distribuição, é realizado o processo de inibição. Na África foi realizado grandes “mutirões” para inibir o avanço da epidemia. Os métodos utilizados para isso foi o tratamento em larga escala combinado com a conscientização geral de como a doença era transmitida;
  • Prevenindo a transmissão: Através da epidemiologia é possível avaliar maneiras para prevenir a manifestação das doenças. No caso da dengue, o governo brasileiro atua conscientizando a população mostrando métodos que podem impedir a reprodução do mosquito transmissor da doença. No caso da dengue, além da conscientização já foi utilizado mosquitos alterados geneticamente e aplicação de pesticidas em áreas urbanas e rurais. Em suma, a abordagem vária de acordo com as características de cada doença, portanto, cada doença tem o seu próprio método de prevenção;
  • Tratando a doença: No caso da epidemiologia das doenças infecciosas, as pessoas responsáveis por todo o processo mencionado anteriormente também devem fornecer infraestrutura necessária para o tratamento da doença. Os “mutirões” contra o ebola é um bom exemplo de método de tratamento.

 

Fontes utilizadas

BREVE INTRODUÇÃO À EPIDEMIOLOGIA.  Disponível emhttp://www.saude.sc.gov.br/gestores/sala_de_leitura/saude_e_cidadania/ed_07/index.html

Epidemiologia, atividade física e saúde.  Rev. Bras. Ciên. e Mov. Brasília v.10 n. 3 p. julho, 2002

Disponível em: http://www2.fct.unesp.br/docentes/edfis/ismael/ativ.fis%20e%20saude/Epidemiologia%20da%20atividade%20f%EDsica.pdf

O conceito de espaço na epidemiologia das doenças infecciosas Cad. Saúde Públ., Rio de Janeiro, out-dez, 1997. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/%0D/csp/v13n4/0143.pdf

 

Por: Marina Caxias | Texto Aprovado pelo Conselho Científico do Instituto Biomédico – IBAP

Este artigo faz parte da série de textos sobre microbiologia.

 

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