Biomédico: que tal se tornar um cientista?

Biomédico: que tal se tornar um cientista?

12 maio
Postado por Categoria: Blog

A medicina é a área mais nobre e mais concorrida de todas as universidades do país, sendo que USP – Universidade de São Paulo – tem o maior índice de procura por ser referência de ensino na América Latina. Cuidar do bem-estar das pessoas é uma atividade realmente gratificante. Mesmo em hospitais defasados como os brasileiros, os médicos sempre se esforçam para oferecer o melhor tratamento possível para os seus pacientes.

Por outro lado, o estudante de biomedicina, não necessita ser médico residente se o seu desejo é ajudar o próximo. Ao invés de virar um médico, você já pensou em seguir a carreira de cientista? Ser um pesquisador?

A biomedicina já traz consigo o espírito do pesquisador! A curiosidade necessário e o conhecimento que é preciso para investir em novas descobertas que podem beneficiar e influenciar o modo com que os tratamentos são realizados.

Ser um pesquisador é uma atividade igualmente nobre e importante para o mundo. Da enfermeira ao neurocirurgião, todas as áreas da medicina prática necessitam de biomédicos para poder salvar vidas. A biomedicina é uma área das ciências biológicas voltada para a pesquisa de doenças humanos, quais são suas causas, sintomas e o meio de tratá-las. As pesquisas são substanciais para o bem-estar das pessoas e você pode acabar se apaixonando por essa área.

 

 

Como se tornar um pesquisador dentro da Biomedicina?

pesquisador

No Brasil existem algumas maneiras para se trabalhar como pesquisador, e você pode começar durante os seus anos de graduação! O interessante é que você pode seguir esse rumo em território nacional e ou até mesmo em terras internacionais através das bolsas públicas. Veja como:

  • Pesquisas de iniciação científica: Durante a faculdade o estudante já tem a oportunidade de começar a trabalhar como pesquisador através de bolsas de iniciação científica. Nas universidades que oferecem esse tipo de bolsa o aluno deve ser mais esforçado do que a média, pois as vagas oferecidas são poucos. Além disso, se você tiver interesse em ser um bolsista ou estagiário, será preciso preparar um projeto de pesquisa e não ter nenhum tipo de reprovação na graduação. As bolsas do CNPQ normalmente são de 400 reais, para que o aluno invista em sua pesquisa. Conforme o seu grau de escolaridade, os valores para pesquisa vão aumentando, o valor da bolsa também depende do órgão público que lhe concedeu a bolsa. A FAPESP costuma ter melhores valores para esse tipo de bolsa.
  • Bolsas de mestrado e doutorado: Para quem quer se aplicar mais aos estudos, existe a possibilidade de ganhar uma bolsa para continuar os estudos. Durante o mestrado e o doutorado você pode pesquisar e receber por isso. Isso pode acontecer tanto no programa de ciências sem fronteiras, como no programa de mestrado e doutorado comum de universidades públicas do Brasil.
  • Ciências sem fronteiras: O Ciência sem Fronteiras é um projeto em que o Governo Federal oferece oportunidades de estudos no exterior. A ideia é de exportar alunos para que eles absorvam conhecimento de fora e, consequentemente, melhorem o nível da comunidade científica brasileira. O biomédico também tem espaço no programa, que usa o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) como um dos pré-requisitos para fazer parte do programa. Outra exigência é estar matriculado em uma universidade nacional que tenha aderido ao programa – normalmente, essas faculdades possuem um programa próprio com convênios para graduação internacional.

 

Dificuldades, esforço e responsabilidade social

As pesquisas na área de saúde envolvem uma certa responsabilidade social por parte do cientista. O pesquisador não faz isso para benefício próprio, por mais que os resultados positivos sejam excelentes para sua carreira, o objetivo é sempre conseguir resultados que vão ajudar a sociedade de alguma maneira.

Diferentemente de um publicitário ou engenheiro, não existe o sistema de ser promovido para ganhar mais dinheiro e crescer como profissional. Esse é o primeiro problema na carreira do pesquisador.

No Brasil existe a necessidade por pesquisa, mas mesmo com o Ciência sem Fronteiras, as oportunidades para se trabalhar pesquisando são medíocres. Algumas universidades oferecem até uma ou duas bolsas, ou seja, só dois alunos serão pagos para fazer suas pesquisas. Os demais entram na linha de estágio não remunerado. Porém, mesmos os bolsistas também sofrem com dificuldades, porque o estudo não conta com direitos trabalhistas, afinal de contas, essa pesquisa, por mais que seja um trabalho, não é considerado um.

Para assumir a carreira de cientista você deverá estar disposto a se esforçar bastante, não só pela responsabilidade social da causa, mas por você mesmo, pois o sucesso da sua carreira tende a demorar a acontecer. Em suma, a iniciativa privada tem mais oportunidades de trabalho como pesquisador devidamente remunerado.

Dá para ter sucesso sendo um pesquisador? Com certeza. Grandes industrias investem em pesquisas e o país está sempre precisando de novos métodos de tratamento. Mas, para chegar ao sucesso você precisará superar as dificuldades que surgirão no caminho.

Se esforce, cresça e esteja preparado para as adversidades. Afinal, todas as áreas têm desafios, mas também possuem suas glórias!

 

Por: Marina da Silva Caxias | Texto Aprovado pelo Conselho Científico do Instituto Biomédico – IBAP

Nenhum comentário ainda

You must be logado em para post a comment.