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Conheça as Principais Áreas da Biologia Forense e Suas Funções

27 fev
Postado por IBAP Cursos Categoria: Blog

Você já ouviu dizer que não existe crime perfeito? Essa afirmação é real graças à colaboração da Biologia Forense. Salvo alguns raros casos, é comum que os crimes sejam desvendados por pistas de ordem biológica como resquícios de DNA abaixo das unhas da vítima, exames laboratoriais pós-morte. Enfim, hoje em dia, graças aos avanços tecnológicos assim como à evolução da ciência é possível encontrar os responsáveis pelos crimes mais brutais.

A Biologia Forense é o ramo da biologia capaz de desvendar delitos, desde os mais simples até os mais complexos e enigmáticos. Esta área biológica é responsável pela investigação e também pela solução de crimes como roubos, assassinatos, sequestros, entre outras situações.

Como o Perito Criminal da Área de Biologia Forense pode auxiliar a investigação? Quais são as áreas de atuação na Biologia Forense? Como este profissional é visto no Brasil? Estes e vários outros questionamentos serão tratados neste texto. Preste atenção e conheça informações fantásticas a respeito dessa profissão.

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O que é Ciência Forense?

A definição de ciência forense é a aplicação de práticas científicas dentro do processo legal. Não entendeu? Sem problemas. A seguir veremos uma explicação mais detalhada.

Basicamente, a ciência forense é o conjunto de ciências que a lei usa para tentar deter um criminoso. Este conjunto de práticas é composto por conhecimentos físicos, químicos, matemáticos, biológicos, entre outros. O trabalho dos investigadores forenses é bastante extenso. Eles atuam ativamente desde a busca e coleta de evidências até a extração das amostras de DNA. Além disso, eles se ocupam em debates extensos, criação de teorias a respeito do crime, comparação de fibras, das estrias de uma bala, entre outras tarefas.

Ao longo da história, esta ciência viu-se influenciada pelos inúmeros avanços tecnológicos. Antes, por exemplo, quando não havia conhecimento sobre o DNA, as coisas eram mais complicadas e menos exatas. Porém hoje, a situação é bem diferente. As técnicas referentes ao uso do DNA como fonte de informação proporcionaram mais ferramentas para a solução prática e rápida de crimes. É possível comparar o DNA do sangue tanto da vítima quanto do criminoso com uma base de dados. Também os avanços no campo do DNA permitiram uma análise detalhada da saliva, sêmen e outros fluídos corporais.

Infelizmente, a melhora nas técnicas de investigação forense também proporciona mais astúcia aos criminosos. Acredita-se que a evolução e o fato dos criminosos estarem cada vez mais meticulosos pode ser influência dos programas de TV sobre o assunto. As séries criminais também podem ser fonte de informação para o criminoso e podem potencializar a astúcia do mesmo.

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A biologia forense no campo da criminalística

O perito da área de biologia forense é o encarregado de estudar e identificar impressões digitais, indícios, evidências biológicas e outros rastros deixados pelo autor e/ou vítima na cena do crime. O principal objetivo da biologia forense é buscar essas provas e alcançar uma relação firme e inquestionável com o crime. É possível perceber que a relação dessas provas com os fatos criminais é apoiada nos conhecimentos técnicos e científicos.

 

O papel do perito em biologia forense

A aplicação das ciências naturais na investigação de um crime é fundamental. Dentro desse sistema é preciso salientar o papel determinante do biólogo forense.

Este profissional é o investigador científico responsável pela busca, coleta e análise dos indícios ou evidências biológicas relacionadas ao crime. As perícias realizadas podem ser feitas tanto em pessoas vivas quanto em cadáveres. Para estas é indispensável levar em consideração as características como grupo sanguíneo, unhas, tricologia, investigação de paternidade e filiação, investigação de pessoas, entre outros estudos. Outros pontos que precisam ser avaliados pelos biólogos forenses são os locais onde os crimes são executados tais como lugares fechados, lugares abertos e veículos.

Para que todas essas provas possam ser determinadas por um profissional é indispensável que o perito forense tenha frequentado um curso de biologia forense e/ou curso de perícia criminal.

Além de possuir cursos específicos dentro da medicina legal, é primordial que ele conte com certas características e qualidades como atenção e disciplina, além de buscar a correta aplicação de métodos e procedimentos. Esta última qualidade é expressamente importante, isso porque o uso adequado das técnicas proporciona segurança aos resultados obtidos e às provas conquistadas.

Neste sentido, é importante que os centros de formação de biólogos e peritos forenses tenham uma boa infraestrutura. Estas instituições também devem contar com os equipamentos necessários para que os estudantes possam treinar e aplicar certos procedimentos.

É importante destacar que os biólogos forenses não somente coletam e analisam as amostras como também podem comparecer aos tribunais. O intuito da apresentação nas audiências é demonstrar a veracidade dos resultados e assegurar que a justiça seja feita graças à sua colaboração.

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Áreas da biologia forense

Algumas das principais áreas científicas da biologia forense são:

  • Entomologia forense

É a área que aplica o estudo da biologia dos insetos assim como de outros artrópodes nas situações criminais. Normalmente, é associada à investigação de mortes. Através deles é possível determinar o tempo e o local onde ocorreram as situações.

 

  • Odontologia legal

O odontolegista auxilia a justiça na identificação de corpos queimados, os quais não poderiam ser identificados por metodologias mais simples. Além disso, eles são requisitados quando há erro em tratamentos odontológicos e demandam indenização. Outro ponto importante da sua atuação é a produção de evidências perante crimes violentos.

 

  • Genética Forense

Uso das técnicas de DNA em prol da produção de provas assim como identificação de parentesco. Para entender melhor sobre a aplicação da genética forense na resolução de crimes, clique aqui!

 

  • Psiquiatria Forense

A psiquiatria forense estuda as condições psiquiátricas dos criminosos. Ela também busca auxiliar a vítima. Lida com a relação estreita entre a lei e a psiquiatria. O profissional da área precisa contar com a devida especialização e cursos de aperfeiçoamento.

 

  • Hematologia forense

É a parte da medicina legal encarregada pela tipificação das manchas de sangue encontradas no local onde o crime ocorreu. É o estudo do sangue aplicado à criminalística.

 

  • Geologia Forense

Usa práticas, princípios e procedimentos geológicos na busca por provas. Ela é uma ferramenta importante no auxílio da investigação criminal. O geólogo trata de comparar materiais geológicos como rochas, solo, fósseis e minerais encontrados no local do crime ou no corpo da vítima.

 

  • Botânica Forense

É a área da biologia forense que usa sementes, plantas ou quaisquer outros resíduos botânicos como meios de obter provas sobre um determinado crime.

A partir da correta análise dos tecidos vegetais e a identificação de plantas presentes no corpo ou vestes da vítima é possível compreender onde o crime ocorreu.

 

  • Toxicologia Forense

Ciência que busca compreender a verdade sobre um crime por meio da identificação de substâncias tóxicas. Normalmente, é usada nos casos de abusos, podendo ser usada inclusive, em casos post mortem.

 

  • Medicina Forense

Também conhecida como medicina legal, é o ramo da medicina que aplica uma série de conhecimentos, técnicas e procedimentos na busca pela solução de problemas criminais e legais.  É uma especialização tanto médica quanto legal.

 

  • Papiloscopia Forense

Também chamada de Datiloscopia forense, ela faz parte do conjunto de disciplinas da criminalística. Ela tem por objetivo a identificação de pessoas por meio das impressões digitais, palmares e plantares. A obtenção do fragmento papilar na cena do crime é imprescindível para identificar quem cometeu o delito.

 

  • Asfixiologia Forense

A disciplina é parte da medicina legal que tem como objeto de estudo as asfixias. As asfixias podem ser com constrição do pescoço por enforcamento, estrangulamento, esganadura. Também podem ser sem constrição do pescoço por conta de sufocação direta/indireta, afogamento, soterramento e confinamento. Estes e outros conhecimentos devem ser dominados pelo especialista.

medicina legal - necropsia

 

Além das áreas especificadas acima, há também química forense, histologia forense, física forense, bioquímica forense, entre outras. Para conhecer estas e outras áreas é fundamental contar com um excelente curso de perícia criminal.

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