O que você precisa saber sobre lipidograma, colesterol, HDL eLDL

26 jul
Postado por Dr. Victor Proença Categoria: Blog

Neste artigo você vai poder compreender um pouco mais sobre lipidograma, ou perfil lipídico, bem como entender o que são as diferentes siglas, como HDL, LDL etc.

Lipidograma (perfil lipídico)

Dentre as inúmeras funções fisiológicas de nosso organismo, o transporte e a solução de nutrientes, bem como a geração de energia, estão entre as mais importantes. Neste contexto, o conteúdo lipídico do sangue é de alta importância. Porém, dentro destes lipídios, como colesterol e triglicerídeos, pode haver alterações, que prejudicam diretamente a saúde da população. Por isso, o perfil lipídico é de extrema importância para que os profissionais de saúde tenham um melhor parâmetro de acompanhamento, prevenção e tratamento de doenças.

         Dentro do perfil lipídico, temos uma série de exames que vão trazer um cenário completo de como está a questão lipídica, diretamente relacionada a doença coronariana. Por isso, ele envolve particularidades que devem ser dominadas pelos profissionais da saúde!

 

Composição do lipidograma

De forma geral, o lipidograma envolve de 4 a 6 exames. Estes, trazem todo o cenário para que o profissional da saúde possa verificar quaisquer alterações.

  • Colesterol total

Basicamente, o exame de colesterol total mede as taxas do mesmo, bem como todas as suas frações. Por frações, dentro do exame de colesterol total, temos:

– HDL;

– LDL ;

– Triglicerídeos.

Todos eles, avaliados na corrente sanguínea.

Este é um exame básico no que se refere ao risco de doença coronariana. Ele dá ao médico, um parâmetro mais geral da forma como o organismo se encontra e auxilia na criação de estratégias de tratamento. No caso de um aumento anormal do colesterol total, é possível criar uma estratégia de melhora de tal condição.

Em casos mais brandos, podemos usar a mudança de hábitos, como melhora na alimentação e utilização de exercícios físicos na rotina do paciente. Em casos mais avançados, o médico no geral utiliza medicamentos.

O exame é altamente simples, feito com base em uma coleta de sangue. Porém, o que vai fazer a diferença neste caso, é a preparação. É necessário um jejum, que pode variar de 3 a 12 horas, dependendo da idade do paciente. Além disso, para que o exame de colesterol total seja o mais fidedigno possível, é recomendável que o paciente não ingira grandes quantidades de comida gordurosa, nas últimas 48 horas que antecedem a coleta. Quanto ao uso de álcool, deve-se evitá-lo nas 72 horas antes do exame. Caso o paciente faça o uso de remédios, o mesmo deve ser informado. Isso, por que alguns medicamentos podem causar alterações no resultado do exame.

Os valores de referência para o colesterol total normal, são:

Colesterol total inferior a 200 mg/dL

HDL: superior a 60 mg/dL

Triglicerídeos: inferior a 150 mg/dL

LDL: inferior a 100 mg/dL

Colesterol HDL

O colesterol HDL é chamado, de maneira popular, como o colesterol “bom”. O exame do colesterol HDL, dentro do perfil lipídico, é usado para avaliar o risco de doença cardíaca e verificar se não há possíveis alterações de lipídios.

No geral, o exame de colesterol HDL é requisitado pelo médico quando há um resultado alto de colesterol total, ou então, em exames de rotina.

Salvo raros casos, ele sempre faz parte de uma série de exames, para verificar a situação dos lipídeos como um todo.

No caso de pessoas que apresentem maior risco de desenvolver doença coronariana, é comum que o médico peça este exame com maior frequência.

Alguns dos principais fatores de risco são o tabagismo, avanço da idade (homens acima de 45 anos e mulheres acima de 55), hipertensão arterial, genética, diabetes ou doença cardíaca.

Quanto aos resultados, caso o HDL esteja abaixo de 40 mg/dL para homens e 50 mg/dL para mulheres, há um maior risco de desenvolvimento de doenças coronarianas, mesmo que o nível de colesterol LDL esteja baixo.

Caso o HDL esteja em 40-50 mg/dL para homens e 50-59 mg/dL para mulheres, há um risco médio de doenças do coração. No caso de níveis acima de 60 mg/dL de HDL, há menor incidência do desenvolvimento de doenças coronarianas.

LDL

O temido “colesterol ruim”. O LDL é conhecido como colesterol ruim, exatamente por que ele pode trazer complicações para a saúde, principalmente cardíaca. Concentrações elevadas de LDL podem fazer com que este vá se depositando aos poucos nas paredes dos vasos sanguíneos e com isso, formando placas de ateroma.

O exame, dentro do perfil lipídico, é muito importante. Isso, por que o colesterol LDL, quando acima dos níveis indicados, pode trazer consigo, um risco elevado de infarto do miocárdio, por exemplo, além de outras patologias.

Dentro dos parâmetros indicados de LDL, preconiza-se que este deva estar abaixo de 100 mg/dl para que esteja em níveis ótimos.

Para a maioria das pessoas, níveis menores do que 130 mg/dl são considerados bons. Já níveis que ultrapassem a casa dos 160 mg/dl são fortes indicativos de doença coronariana. Por isso, em quadros como estes, deve-se iniciar um tratamento para a redução do mesmo.

Porém, em pessoas que já apresentam dois ou mais fatores de risco para doenças cardíacas, níveis acima de 130 mg/dl já são considerados altamente perigosos.

Já em pessoas que sejam portadoras de diabetes, o nível desejado de LDL deve ser abaixo de 100 mg/dl.

Já para portadores de doença coronária previa, há ainda mais riscos. Por isso, os níveis de colesterol LDL devem estar abaixo de 70 mg/dl nestes casos. Neste caso, como é muito difícil conseguir tais níveis, mesmo com a dieta adequada, é muito comum que seja feita a utilização de medicação.

Assim, para que haja menores riscos de doenças coronarianas, precisamos de níveis de LDL mais baixos.

Triglicerídeos

Os triglicerídeos são a forma mais comum de lipídio de nosso corpo. Porém, no caso de excesso de ingestão de gorduras ou outros alimentos que se convertam em lipídios, eles podem representar um risco ao sistema cardíaco. Por isso, dentro do lipidograma, sempre é importante avaliar a concentração de triglicerídeos na corrente sanguínea.

Isso, pelo fato de que o excesso de triglicerídeos na corrente sanguínea, pode fazer com que pequenas placas de gordura se prendam as paredes dos vasos e possam vir a causar aterosclerose.

Os níveis, considerados normais, de triglicerídeos, são quando a concentração do mesmo está abaixo de abaixo de 150 mg/dL. Entre 150 e 199 mg/dL temos um quadro moderado, mas que já merece atenção.  Entre 200 e 499 mg/dL temos um quadro considerado alto e que oferece riscos diretos a saúde coronariana. Níveis acima de 500 mg/dL são considerados muito altos e incidem diretamente sobre o risco de infarto do miocárdio e outras doenças cardíacas.

Por estas razões, os triglicerídeos são tão importantes dentro do perfil cardíaco. Mensurá-los corretamente, dará ao médico, uma maior possibilidade de um quadro mais assertivo.

Estes são os exames mais comuns, presentes no lipidograma. Além disso, para exames mais apurados, ainda é possível utilizar o VLDL e o colesterol-não HDL. Ambos são mais apurados e medem quadros mais específicos.

Para saber mais, nós do IBAP preparamos um curso sobre interpretação de exames laboratoriais. Para saber mais clique aqui!

Aproveite essa oportunidade única de aprimorar seus conhecimentos e ser um profissional ainda mais qualificado!

 

Cursos de Biomedicina

Nenhum comentário ainda

You must be logado em para post a comment.