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Você Precisa Entender a Interação Entre Microbiologia Clínica e Resistência Bacteriana? Então Leia Este Artigo AGORA!

20 set
Postado por Dr. Victor Proença Categoria: Blog

A resistência bacteriana é um problema que assola o mundo todo, trazendo consigo consequências como elevação do tempo de internação, aumentando custos relacionados ao tratamento e principalmente elevando as taxas de morbidade e mortalidade de pacientes, um dado grave e que merece atenção. Nesse contexto, a microbiologia clínica se insere para estudar e controlar a resistência bacteriana, e todos os tipos de doenças infecciosas, possibilitando tratamentos mais coerentes, efetivos e rápidos.

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O que é Microbiologia Clínica?

A microbiologia clínica trata do controle, prevenção, monitoramento, tratamento e detecção de patologias infecciosas, lida com técnicas de diagnóstico dessas doenças, epidemiologia e epizootiologia, assim como práticas assépticas e tratamento como antibioticoterapia, imunização e quimioterapia. Dessa forma, pode-se afirmar que a microbiologia atua no controle de infecções no sistema de saúde, tendo envolvimento e parceria com a vigilância epidemiológica.

No laboratório de análises clínicas, o setor de microbiologia apresenta grande importância, pois desempenha funções como vigilância de micro-organismos resistentes a diversos ou mesmo todos os tipos de antibióticos; fornece informações epidemiológicas dos diversos agentes etiológicos de infecção hospitalar e perfil de sensibilidade; identificação e isolamento de micro-organismos envolvidos em algum processo infeccioso; controle de qualidade e participação em programas educacionais. Também cabe à microbiologia clínica, determinar o perfil de sensibilidade aos antimicrobianos, para que a antibioticoterapia seja feita da forma correta, e o setor também fornece suporte na investigação microbiológica em casos de surto.

A análise microbiológica objetiva auxiliar no diagnóstico etiológico de patologias infecciosas que são causadas por micro-organismos como fungos e bactérias. Para que essa análise seja eficiente e conclusiva, é necessário que a coleta do material seja bem executada, bem como o armazenamento e transporte sejam corretos, mantendo assim as propriedades do material biológico intactas.

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Microbiologia Clínica: Forma de Análise e Interpretação de Exames

De acordo com Chipa e Freitas (2012), existem, basicamente, os seguintes tipos de procedimentos para analisar os micro-organismos como protozoários, fungos, vírus e bactérias, que são os seres que a microbiologia avalia: o exame microscópico direto sem coloração e o exame direto microscópico com coloração, onde este teste de coloração permite direcionar à identificação do agente etiológico presente na amostra; e o cultivo em meios adequados, que permite a identificação exata do agente etiológico.

 

Coloração de Gram

Para os métodos que envolvem testes de coloração, há um que é mais frequentemente utilizado, que é o de Gram, ou ainda pode ter alterações como a de Burke. Com a coloração de Gram, pode-se classificar bactérias baseando-se na morfologia celular, no tamanho e na sua reação diante dos corantes. É um teste muito utilizado no laboratório de microbiologia clínica, pois detecta rapidamente a presença de agentes infecciosos, sendo usado também para analisar a qualidade do material clínico que está sendo testado.

Todas as soluções usadas nesse método são em forma aquosa, e esta técnica permite uma descoloração intensa, o que possibilita uma diferenciação mais nítida dos microorganismos em preparações mais densas.

Alguns reagentes utilizados são: solução de iodo, descorante (éter e acetona), cristal violeta e coloração de contraste (Safranina). Após a realização de todos os passos do método, é preciso interpretar os resultados. Assim, se a coloração ficou avermelhada, significa que as bactérias foram descoradas pelo álcool-acetona e coradas com o corante de fundo (safranina), e, portanto, são gram-negativas. Já, se ficarem em tom violeta (retendo o cristal violeta), quer dizer que as bactérias são gram-positivas.

 

Bactérias Gram-negativas

São exemplos de bactérias Gram-negativas: Pseudomonas aeruginosa (bacilo piociánico), Haemophilus peritusis (bacilo de borte-gengon), Haemophilus conjuntivitidis (bacilo de koct-weeks), Haemophilus influenza (bacilo de influenza), Burrelha, vibrião com (vibrião colérico), Neisseria gonorreaheae (gonococo), Neisseria meningitides (meningococo), Klibsielas pneumoniae (bacilo de feriedlandes), Escherichia coli (bacilo d coli).

 

Bactérias Gram-positivas

São exemplos de bactérias Gram-positivas: Staphilococos, Streptococos, Colinebacterium diphteriae (bacilo diftérico), Clostridium tetani (Bacilo do tétano) e Bacillus anthracis (bacilus do carbúnculo).

 

Coloração de Ziehl-Nielsen

Existe também, o método coloração de Ziehl – Nielsen, que é usado para o reconhecimento das bactérias álcool-ácido resistentes. Seus reagentes são: ácido clorídrico (2 ml) e álcool etílico a 96% (98ml), solução fenicada de Ziehl (solução alcoólica de fucsina básica a 10% (10ml) + solução aquosa de fenol a 5% (90ml)), Solução de azul de metileno de Liffer (azul de metileno a 0,3 gramas; álcool a 96% (30ml), solução aquosa a 1% de hidróxido de potássio (100ml)).

 

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Meios de Cultivo

Já os meios de cultivo fornecem o isolamento primitivo dos micro-organismos. Por meio deles é possível observar reações diferenciais que proporcionam o reconhecimento das espécies bacterianas. São diversos meios de cultivo que podem ser utilizados, mas os principais e mais comuns são: Ágar sangue, Ágar chocolate, meio Ágar Triptona soja, caldo glicosado, água peptonada, meio de Lowestin-jensen, meio de Mac Conkey, meio de Manzulo, meio de SS Ágar, entre outros. A escolha dos meios usados para cada amostra precisa ter relação com os agentes esperados.

Segundo a ANVISA (2004), para uma boa leitura do resultado, é preciso estudar as características das diferentes colônias desenvolvidas em cada meio de cultivo usado. Além disso, é importante não esquecer que, de acordo com a proximidade com outras colônias, o tamanho das colônias de um mesmo agente pode ser variável. Um exemplo disso é quando a semeadura é feita em Mac Conkey (MC) e Ágar sangue (AS), verificando a quantidade de tipos de colônia que se desenvolveram em cada ágar; as colônias que cresceram apenas em Ágar sangue, possivelmente são de micro-organismo Gram-positivo ou ainda mais exigente; enquanto as colônias que estiverem no Mac Conkey, micro-organismos Gram-negativo, certamente apresentam correspondente no Ágar sangue.

Os exames bacteriológicos podem ser realizados a partir de diversos materiais orgânicos, como, por exemplo, exame de urina (urocultura), secreção vaginal (exsudato vaginal), secreção uretral, exame de fezes (coprocultura), exame de ouvido (exsudatos de otite), exame dos olhos (ocular ou óptico), exame dos seios nasais e das narinas (exsudato nasal), teste das amígdalas (exsudato faríngeo), exame da secreção gástrica e da bile, exames do líquido pleural, peritoneal, pericárdico, e do líquido articular.

resistência bacteriana - antibiograma

 

Microbiologia Clínica: Teste de Sensibilidade Antibiótica (antibiograma ou antibioticograma)

Para a microbiologia clínica, um teste muito importante, é o teste de sensibilidade antibiótica (TSA), também conhecido como antibioticograma e antibiograma. Esse método auxilia a encontrar o tipo de antibiótico mais eficiente e que mais se adapta ao tratamento de uma infecção determinada. Para chegar a essa definição, a técnica realiza um cultivo do agente no meio apropriado e, após isso, o dispersa na placa com Ágar depositando juntamente, o disco de papel de filtro embebido com a solução de antibióticos. Depois de 12 a 18 horas de incubação na estufa, o antibiótico se difunde no meio.

Para interpretar o resultado deste exame, é necessário identificar a presença ou ausência de uma zona de inibição ao redor do disco antibiótico. Isso possibilita observar a resistência ou sensibilidade do micro-organismo.

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Referências

CHIPA, Marcelino; FREITAS, Menezes Pedro de. Guia de interpretação clínica dos resultados de análises clínicas para os técnicos superiores de enfermagem geral. Rev. do centro de investigação sobre ética aplicada, 2012. Disponível em: < http://www.ispsn.org/sites/default/files/magazine/articles/N3_Est4.pdf>. Acesso em: 31 ago 2017.

ANVISA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Procedimentos laboratoriais: da requisição do exame à análise microbiológica. Módulo III, 2004. Disponível em: < http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/manuais/microbiologia/mod_3_2004.pdf>.  Acesso em: 30 ago 2017.

https://jcm.asm.org/

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