Aleitamento materno, como orientar corretamente a mãe?

23 ago
Postado por IBAP Cursos Categoria: Blog

O nascimento de uma criança produz na mãe, um turbilhão de emoções, dúvidas e medos. Se esta for uma mãe de “primeira viagem”, isso é ainda mais evidente. Por isso, é fundamental que os profissionais de saúde saibam orientar adequadamente as mães neste período. Um dos temas que mais traz dúvidas, é referente ao aleitamento materno.


Dúvidas sobre como produzir mais leite materno, ou então, como deve ser a alimentação na amamentação, são muito comuns entre as mamães.
Muitas dúvidas, são de simples resolução. Outras, dependem da individualidade da mãe. Mas antes de tirarmos estas dúvidas, é importante entender a importância do leite materno para o desenvolvimento da criança!

Importância do leite materno

Há uma infinidade de pesquisas que mostram a importância do leite materno para o desenvolvimento do recém-nascido. A OMS e diversos órgãos relacionados, indicam a amamentação integral e exclusiva, até os 6 meses de vida da criança. Até este período, a composição do leite materno traz tudo o que a criança precisa para estar bem nutrida.
Além disso, o leite materno previne doenças, reduz drasticamente os riscos de mortalidade infantil, previne alergias, diarreia, infecções pulmonares e ajuda a prevenir doenças futuras, como obesidade, hipertensão e diabetes.
Não há um motivo sequer, que seja contrário a alimentação com leite materno para crianças até 6 meses de idade. Por isso, nós como profissionais da saúde, precisamos estimular a amamentação ao máximo.
Porém, surgem diferentes dúvidas neste processo, que podem causar confusão na cabeça da mamãe. Por isso, selecionamos as principais e vamos te ajudar com elas!
Vamos as dúvidas!

 

  • Quais os tipos de aleitamento materno?

Entender que existem diferentes formas de aleitamento materno é muito importante. As definições de aleitamento materno, que a OMS adota, são as seguintes:

 

Aleitamento materno exclusivo

É quando a criança tem como única fonte de alimentação, o leite materno. O aleitamento materno exclusivo pode ser tanto direto da mama, quanto ordenhado. No aleitamento materno exclusivo, não há outra fonte nutricional, nem líquida nem sólida. Somente em alguns casos específicos, onde há a utilização de xaropes que contenham vitaminas, sais de reidratação oral, ou medicamentos, é que são permitidos.

Nesta fase, que no geral compreende o nascimento até os 6 meses, não há necessidade de outro alimento. Apenas o leite materno.

Aleitamento materno predominante

Acontece quando a criança recebe outro alimento, além do leite materno. No geral, este outro alimento é água ou bebidas à base de água (chás por exemplo), sucos de frutas e outros alimentos líquidos.

 

Aleitamento materno complementado

Este é o aleitamento que ocorre quando a criança recebe qualquer alimento sólido ou semissólido, além do leite materno. Neste momento, estes alimentos adicionais têm a função de complementar e não substituir o leite materno.

 

Aleitamento materno misto ou parcial

Acontece quando a criança recebe outros tipos de leite, além do materno.

Cada um destes tipos de aleitamento materno tem uma função e são usados em determinado momento. Por isso, é importante o acompanhamento do profissional e a compreensão da importância de cada um deles!

(fonte:http://www.qamshy.kz/article/ana-sutine-zharimaghan-bala-omirde-de-zharimaydi)
  • Até que idade a mãe deve amamentar?

Este é um ponto muito importante. Como já citado anteriormente, a amamentação deve ser exclusiva até os 6 meses de idade, quando ela passa a ser predominante, para então se transformar em complementada. Porém, qual será o tempo em que ela deve ser pausada?

Este ponto é bastante específico. Há casos e casos. Mas segundo Kennedy (2005), a média de amamentação na espécie humana é de 2 a 3 anos. Após este período, o desmame acontece de forma natural.

Por isso, caso a rotina da mãe permita, o aleitamento materno deve ser prosseguido após os 6 meses, mesmo que de forma complementar.

 

 

  • Quais as melhores técnicas de amamentação?

A sucção do bebê é um ato reflexo. Porém, é importante que a mãe busque uma forma eficiente para o bebê mamar, para que ele possa retirar o leite do peito de uma forma eficiente e confortável.

O primeiro ponto, é a forma como o bebê coloca a boca no seio. Se ele abocanhar apenas o mamilo, precisará fazer mais força para sugar o leite. O ideal é que ele abocanhe também parte da aréola, para que seja formado um “lacre” entre a mama e a boca. Desta maneira, temos a formação do vácuo. Assim, teremos o mamilo e a aréola dentro da boca do bebê.

A língua do bebê deve elevar as bordas laterais e a ponta, criando o formato de uma concha (canolamento). Isso irá assegurar que o leite vá até a faringe posterior e esôfago, o que vai ativar o reflexo de deglutição.

É a língua que deve retirar o leite do mamilo, através de um movimento peristáltico rítmico.

A melhor técnica de amamentação não envolve apenas a posição da mãe, mas também, a forma como o bebê está posicionado no seio e sugando o leite.

Uma posição inadequada da mãe ou então do bebê, durante o processo de amamentação, dificulta a alimentação da criança, pode machucar o seio da mãe e levar a um consequente aproveitamento reduzido do leite. Isso, em médio prazo, pode ocasionar uma redução da quantidade de leite produzido pela mãe.

Muitas vezes, o bebê que não está bem posicionado, com o que chamamos de pega inadequada, não consegue se alimentar corretamente e consequentemente não ganha peso, apesar de permanecer bastante tempo no peito. Isso acontece devido ao mau aproveitamento do leite, por um posicionamento errado.

(fonte:http://www.gravidaemcampinas.com.br/site/gravidez/tecnicas-de-amamentacao)

 

  • Como deve ser o armazenamento do leite materno?

O leite materno pode ser retirado, em um processo de ordenha. Para isso, há bombas específicas que podem ser compradas em farmácias.

Porém, o que preocupa muitas mães, é a forma como ele deve ser armazenado. Tudo vai depender do tempo de espera para ele ser consumido pelo bebê. Caso a mãe faça a ordenha para que ele seja consumido algumas horas depois apenas, ele pode ser deixado na geladeira, em recipiente adequado.

Mas se a sua utilização for para um tempo mais prolongado, o mais indicado é congelar. Para isso, ele deve ser levado ao congelador.

Para descongelar, deve-se deixa-lo em temperatura ambiente, algumas horas antes da utilização. Para a alimentação do bebê, ele deve ser esquentado em banho maria.

 

  • Como deve ser a alimentação durante a amamentação?

Este é um dos pontos que mais gera dúvidas. Como a dieta da mãe interfere diretamente na qualidade do leite, é fundamental buscar uma dieta que ofereça os nutrientes que a mãe precisa para produção de um leite materno mais nutritivo.

Para isso, não há muitos segredos. A mãe precisa, primeiramente, ingerir macronutrientes de qualidade. Carboidratos, proteínas e lipídios, devem ser ingeridos de uma forma que satisfaça as necessidades nutricionais da mãe.

Mais especificamente as proteínas, devem ser de alta qualidade e constantes. Elas são fundamentais na produção do leite materno. Comer ovos, carne, leite e outros alimentos ricos em proteína é fundamental. Arroz e feijão também são importantes fontes de proteína!

No caso das vitaminas e minerais, é de vital importância que a mãe coma frutas, verduras e legumes com frequência. Isso vai fazer com que o corpo tenha todos os micronutrientes necessários para que a produção de leite materno aconteça da melhor forma possível.

Além disso, a mãe também deve ingerir uma boa quantidade de água. É natural, na fase de amamentação, que a mãe sinta bastante sede. Por isso, não há problemas se a mãe ingerir uma quantidade de água maior do que a convencional. O mais importante, é não deixar de ingerir bastante água, durante todo o dia. Isso será fundamental para que a produção de leite seja mantida em boa quantidade, por um maior período de tempo.

(fonte:https://www.tuasaude.com/alimentacao-da-mae-durante-a-amamentacao/)

Essas são algumas das principais orientações que um profissional de saúde pode dar para as mães. É sua tarefa, profissional e social, orientar adequadamente as mães. Através do aleitamento materno, é possível prevenir uma série de doenças e principalmente, melhorar o desenvolvimento do bebê.

 

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