Zika Vírus: quando teremos uma vacina?

Zika Vírus: quando teremos uma vacina?

12 fev
Postado por Categoria: Blog

Já temos inúmeras vacinas desenvolvidas que nos protegem de muitas doenças, essa foi uma medida de vários governos para impedir o desenvolvimento de algumas doenças. Infelizmente, ainda existem muitas doenças que não possuem vacinas e que acabam sendo o pesadelo de vários países, principalmente os subdesenvolvidos.

Por mais benéficas que sejam as vacinas, uma série de fatores interferem o seu desenvolvimento, por isso existe esse déficit entre a epidemia e o tratamento. A varíola, por exemplo, teve os seus casos mais alarmantes por volta de 1977 e 1978, mas em 1980 o vírus foi erradicado, sendo então a primeira e única vacina a conseguir tal feito.

Porém, quanto tempo os brasileiros e as pessoas ao redor do mundo terão que esperar para poder se proteger do Zika vírus com uma vacina? Esperamos que quando ela for desenvolvida não seja tarde demais.

A origem e as características do Zika vírus

zika-vírus

O nome só ficou conhecido em escala global quando a epidemia se espalhou na América Latina, em especial no Nordeste brasileiro, mas o Zika Virus já é conhecido há muito tempo, desde de 1947, para ser mais específico, quando foi descoberto na Floresta Zika, localizada em Uganda, África.

Desde então diversos pesquisadores ao longo da década estudaram o vírus, mas como o mesmo não era uma ameaça, não havia investimentos para possível prevenção e tratamento. O mesmo aconteceu com o ebola, que teve a primeira epidemia moderna em 2010, mas só 2014 preocupou o mundo. A “irrelevância” do vírus para o mundo é expressiva pelas primeiras manifestações de casos, “até 2007 só sabíamos de 14 casos de infecção por Zika no mundo, na África e na Ásia. Antes disso ele circulava principalmente em macacos na floresta”, diz Atila Iamarino, biólogo, doutor em microbiologia e comunicador científico.

O Zika é um flavivirus, um tipo de vírus que infectam artrópodes como mosquitos e carrapatos e retransmitidos para mamíferos, como humanos e macacos. O ciclo do vírus Zika é semelhante ao dos outros flavivírus, como a dengue e o H1N1. Um mosquito pica alguém doente (esse alguém pode ser um macaco ou uma pessoa já contaminada), leva o vírus consigo ou para suas larvas, e posteriormente pica alguém saudável, o infectando com a doença.

Além de ser transmitido pelo Aedes aegypti, o mesmo mosquito que contamina as pessoas com a dengue e o chikungunya, o vírus Zika tem sintomas parecidos com a dengue, o que dificultava a identificação da doença. Os seus sintomas são dor de cabeça, dor no corpo, febre, manchas vermelhas e conjuntivite.

– Microcefalia: A relação causar ainda não foi confirmada 100%, mas é muito provável que o Zika vírus provoque microcefalia em bebês em formação. Em tese o vírus invade o líquido que protege o bebê e provoca má formação do sistema nervoso do feto em gestação, o que acaba diminuindo o tamanho do cérebro e da caixa craniana. Não existe tratamento para microcefalia, portanto, depois de diagnosticado não tem como reverter.

A vacina e o vírus Zika no Brasil

zika-vírus

No Brasil a propagação descomunal do Aedes aegypti provocou duas epidemias, de dengue e de zika, e de alguns casos, mas não poucos, de chikungunya. A dengue está espalhada por todo o Brasil, em especial com uma crise em São Paulo, e os outros dois vírus se concentram mais no norte e nordeste brasileiro, mas também já foram diagnosticados em outras regiões do país.

Por mais que a epidemia tenha um escopo maior na América Latina, a OMS (Organização Mundial de Saúde) emitiu um alerta global contra o vírus. Ao assumir a responsabilidade a OMS força os países a investirem mais em pesquisas, o que deve acelerar o desenvolvimento de uma vacina contra o vírus.

Os pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, já estão desenvolvendo pesquisas para acelerar o desenvolvimento da vacina. Os testes em pequenos animais já iniciaram e estima-se que em 2017 nós tenhamos um soro para testar em humanos, o que será de grande ajuda para o tratamento das pessoas e uma possível prevenção contra microcefalia.

Enquanto isso, cabe a todos os profissionais da saúde informar aos cidadãos como se proteger contra o vírus. A melhor forma de proteção é não deixando-o nascer. Oriente sua família e amigos a não deixar água parada, isso pode salvar vidas!

Fontes:

http://www.eurekalert.org/

http://g1.globo.com/

Nenhum comentário ainda

You must be logado em para post a comment.