Reprodução de bactérias

Reprodução de bactérias

02 jul
Postado por Categoria: Blog

As bactérias, cianobactérias e arqueobactérias podem se reproduzir tanto de forma assexuada como de forma sexuada.

Quando um indivíduo se reproduz assexuadamente são geradas células filhas idênticas, não havendo variabilidade genética.

Por isso, muitas vezes é necessário que esses microrganismos façam reprodução sexuada para conseguir maior resistência pela variabilidade genética, como é o caso das bactérias que adquirem resistência a alguns antibióticos.

Você tem lido sobre as superbactérias? Esse assunto estourou nos últimos tempos nas mídias sociais e não é para menos! As bactérias se tornaram muito resistentes por dois motivos: primeiro pelo uso indiscriminado dos antibióticos, quando você usa antibióticos sem a prescrição médica ou faz o tratamento de forma errada (não respeitando o tempo completo do consumo do medicamento) você acaba matando apenas as bactérias mais fracas, e as bactérias mais fortes permanecem e se reproduzem, muito mais resistentes aos antibióticos. As bactérias ficam resistentes pela reprodução sexuada.

 

Mas, bactéria faz reprodução sexuada?

reprodução-das-bactérias

Sim, com certeza, só que neste caso não há gametas e não há a geração de descendentes, há apenas troca de material genético. Mas, para você entender melhor como isso funciona, vamos explicar também a reprodução assexuada.

O tipo de reprodução mais comum nas bactérias é a assexuada por bipartição ou cissiparidade, onde há uma duplicação do DNA bacteriano.

– Cissiparidade (reprodução assexuada)

É um processo onde a bactéria duplica o seu material genético e a célula se divide em duas células idênticas. Esse tipo de reprodução assexuada é muito rápido, em pouco tempo é possível ter muitas bactérias duplicadas.

– Esporulação (reprodução assexuada)

Quando há um ambiente não propício para a bactéria, ela desidrata e se torna esporo que é muito resistente. Quando esses esporos encontram ambientes propícios, eles se reidratam e se transformam em bactérias e aí voltam a fazer cissiparidade para formar novos microrganismos.

– Conjugação (reprodução sexuada)

 

conjugação

Troca de material genético entre as bactérias. Há duas bactérias e uma (bactéria doadora) doa um plasmídeo a outra célula.

A célula receptora pareia-se com a célula doadora e formam uma ponte citoplasmática entre elas (chamada de pile). Através da pile um plasmídeo é passado para outra bactéria. As duas bactérias se separam e a bactéria que recebeu o plasmídeo passa a incluir o material genético da outra bactéria em seu próprio DNA e passará a produzir novas proteínas, o que permite a essa bactéria ser muito mais resistente as mudanças ambientais que possam acontecer.

Para ilustrar melhor a conjugação, veja o vídeo a seguir:

 

– Transformação

Você tem uma célula bacteriana e ela morre. O DNA desta bactéria é fragmentado e fica disperso no ambiente. Outra bactéria encontra esse fragmento de DNA (pertencente à bactéria morta) e incorpora este fragmento e coloca esse fragmento em seu DNA, dessa forma, ela passa a ter novos genes e a produzir novas proteínas, sofrendo uma transformação.

A biotecnologia e a engenharia genética utilizam muito esse método para inserir genes de outros organismos em bactérias e assim conseguem estudar o comportamento desses genes isoladamente.

– Transdução

Reprodução sexuada onde é utilizado vírus para poder gerar variabilidade genética.

Isso acontece da seguinte forma: o bacteriófago (vírus que infecta bactéria) introduz seu material genético dentro da bactéria e esse material genético do vírus se incorpora ao DNA da bactéria. A partir daí a bactéria começa a a fazer o ciclo lítico, ou seja, a produção de novos vírus. Para produzir novos vírus a bactéria começa a fazer novas cópias do material genético do vírus, e nesse processo, ela pode passar um pouco do seu próprio material genético. Os vírus formados pela bactéria irão conter o material genético do vírus + o material genético da bactéria. A bactéria morre e se rompe e libera vírus que irão infectar novas bactérias, eles produzirão seu próprio material genético e o material genético da bactéria que morreu. Se a bactéria que recebe o vírus suportar ao ataque viral, ela irá incorporar os genes da nova bactéria e com isso você terá uma maior variabilidade genética. Você pode gerar variabilidade genética com o auxílio de vírus desde que essas bactérias sobrevivam ao ataque viral. Transdução é a troca de material genético entre as bactérias utilizando um vírus.

Veja transdução e conjugação:

 

Cianobactérias

cianobacterias

Podem ter diversos pigmentos, principalmente a clorofila A, carotenoides, ficoeritrinas e ficocianina (que dão pigmento azul). Essas cianobactérias fazem fotossíntese, mas é importante lembrar que elas não têm cloroplasto, já que fazem parte do reino monera onde não há organelas a não ser o ribossomo.

Reprodução

Na maioria das vezes se reproduzem por cissiparidade. Porém, existem cianobactérias que são filamentosas e podem se reproduzir por fragmentação desses fragmentos, que formam estruturas que chamam homogônios.

Arqueobactérias

monera

São bactérias muito primitivas que vivem em locais inóspitos, como locais onde há grande concentração de metano, em locais altamente ácidos, e outros. Elas habitam locais muito parecidos com a terra primitiva. A maior parte que não são arqueobactérias são classificadas como eubactérias. Foram essas bactérias que deram origem aos organismos eucariontes (as células que possuem uma membrana nuclear chamada de carioteca).

Por: Marina Caxias | Texto Aprovado pelo Conselho Científico do Instituto Biomédico – IBAP

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