Perito Judicial: o que você precisa saber sobre a carreira

02 jun
Postado por IBAP Cursos Categoria: Blog

Perito Judicial: o que você precisa saber sobre a carreira

Tem pensado em entrar para a área de Perito Judicial, mas tem dúvidas se compensa? Será que o mercado está propício para a formação de peritos judiciais? Quanto ganha cada um desses profissionais?

Veja essas respostas abaixo e entenda como é calculado o salário de um perito judicial!

 

 

O que é perito judicial?

Quando ouvimos falar em perito, é comum que nos venha à mente aquela pessoa que atua na investigação de crimes, analisando cenas, e realizando exames de corpo de delito. Este é o perito criminal. Porém, em âmbito pericial, ele não atua sozinho. A perícia também conta com o apoio de um perito judicial, que é um profissional com formação superior em contabilidade, ou outras ciências que lhe competem habilidades específicas. Através destes conhecimentos, ele é capaz de analisar documentos e acontecimentos de um ponto de vista mais técnico.

 

O que faz um perito judicial?

O perito judicial é (ou pelo menos deve ser) uma pessoa de confiança do Juiz, portanto nada deve omitir de seu conhecimento. Se houver fatos ocultados pelas partes em depoimento, mas do qual o perito tenha tomado conhecimento através de sua análise técnica, o mesmo deverá informar ao Juiz. Caso não o faça, poderá acabar sendo conivente com uma das partes e levando o Juiz a uma sentença equivocada. Se o processo parecer concluído através dos autos, o perito deve tomar cuidado para não se ater a esse material e deixar de avançar nas investigações; porém, ele deve questionar e investigar sem avançar os limites da parte que lhe compete.

É comum que ocorra, em alguns processos, que uma das partes acuse o perito de não tomar partido e tente usar isso como argumento em defesa de seus interesses. Porém, não se trata de uma crítica cabível, visto que o perito deve, sim, manter a imparcialidade e realizar somente o seu trabalho técnico, apresentando posteriormente o resultado do mesmo. Nosso sistema jurídico se posiciona a favor de uma ou outra tese que foi levantada, mas fazer parte deste posicionamento pode comprometer todo o trabalho do Perito Judicial.

Porém, é necessário lembrar que pessoas não são imparciais. Algumas profissões exigem que se aja como tal, mas é impossível não sentir, achar, pensar ou tomar partido diante de algumas situações. E é aí que reside um dos maiores perigos da profissão. Normalmente, os conflitos entre as partes trazem consigo uma grande bagagem emocional, e o perito precisa ficar atento para não se envolver neste enredo. Ele tende a entender a situação baseado um pouco nesses sentimentos transmitidos e também em suas verdades interiores formadas ao longo do seu desenvolvimento como pessoa. Porém, deixar-se levar pelo lado emocional pode atrapalhar os trâmites do processo, e é por isso que o perito judicial deve tomar alguns cuidados.

Um grande erro é sentir-se responsável pela decisão do processo. Isso é algo que independe do perito. Em caso de processos que dão margem a mais de uma interpretação, o perito deve somente realizar seu trabalho, que é levantar as duas hipóteses e apresentá-las ao tribunal que julgará o caso. Mesmo que ele acredite que a solução seja óbvia, ele deve entregar todo o material, e quem fará essa análise é o juiz. Portanto, é fundamental que o perito não tente responder questionamentos que não competem à sua função.

 

 

Quem pode ser perito judicial?

Para se tornar um Perito Judicial, não é preciso prestar concurso público, sendo que a profissão é parecida com outros trabalhos liberais comuns. As maiores exigências, na verdade, são que o profissional seja idôneo e competente ao realizar suas atividades. É importante que o Perito Judicial conheça a rotina e a burocracia forense, para que, em vez de complicar, contribua com o seguimento do processo, auxiliando dessa forma o juiz e todos os envolvidos. Um perito que não tem o domínio da burocracia corre o risco de não ser bem-sucedido e formar uma boa carreira.

Para quem deseja ser um Perito Judicial, não é preciso integrar nenhum conselho de peritos judiciais, municipal, estadual ou nacional; nem a nenhuma instituição ou outra agremiação do gênero. Essas entidades são formadas por pessoas que acabam se unindo por conta de diferentes interesses, que não possuem caráter oficial, embora seus nomes sugiram isso. A nomeação de um perito, portanto, não obedece a nenhuma lista de conselhos de peritos judiciais ou outras agremiações semelhantes. Também não é obrigatório fazer nenhum curso para se tornar um Perito Judicial, além de ter o curso superior relacionado com a área da perícia, mas é imprescindível que os peritos estejam muito bem preparados, além de qualificados em relação às exigências da Polícia Civil e outros órgãos nos quais eles trabalham.

Um perito judicial também não deve ter consigo nenhum tipo de carteira ou carteirinha, já que o que identifica sua nomeação é uma intimação.

 

Como ser perito judicial?

Muitas pessoas sonham e têm o desejo de se tornarem Peritos Judiciais. Essa é uma profissão que exige uma boa bagagem, muita competência e, acima de tudo, muita responsabilidade. Para se tornar um Perito Judicial, no entanto, é necessário atender a alguns requisitos.

Primeiro de tudo, o candidato a Perito Judicial precisa fazer visitas às varas, conversando pessoalmente com o Juiz ou com o seu diretor, explanando a eles como será útil em sua função, exemplificando com suas qualidades e competências. É necessário então deixar por lá um currículo recente, bem como uma apresentação, além de deixar claro como serão os pareceres feitos para auxiliar nos processos em que vier a participar.

Uma indicação de alguém que já está na área pode ser boa e fazer as coisas fluírem mais rápido, mas é sempre melhor se destacar por suas habilidades e competências. Na hora de montar o currículo, não o deixe muito pequeno, mas também não o alongue excessivamente, o mantendo com uma média de 3 a 4 páginas. Vale lembrar que não são permitidos currículos recebidos via e-mail, e estes também não são aceitos se contiverem fotos.

A nomeação de um Perito por um Juiz está sujeita a um processo de habilitação prévia, que inclui: currículo informando sua formação, qualificação, experiência e área de atuação; cópia das certidões dos distribuidores criminais e cíveis das Comarcas da capital e de seu domicílio dos últimos 10 anos; declaração de que não há parentesco até 4º grau com o Juiz e servidores da Unidade Judiciária para a qual está se candidatando; declaração de não-oposição à vista do seu prontuário pelas partes e de seus advogados, bem como aos demais interessados a critério do Juiz. Vale Lembrar que a cada 2 anos, ou quando correr mudança na titularidade da Vara, o interessado deverá atualizar os documentos citados.

Não tenha receio de consultar os Juízes da Vara, pois os Peritos são muito bem avaliados em seus conceitos. Visto que os juízes ficam extremamente atarefados por conta do número exaustivo de processos, eles apreciam quando um perito lhe visita e oferece suporte.

O Perito pode estar sujeito à convocação de atuar em diversos processos e em Varas diferentes. Se o Juiz convoca um Perito com frequência, significa que seu trabalho é bem-visto, e pode ser ainda mais reconhecido quando um Juiz, mesmo que transferido para outra Vara ou Comarca, ainda mantém um determinado Perito colaborando com seu trabalho.

As perícias ocorrem na área Criminal, Cível e Eleitoral, e também na Justiça Trabalhista. Enquanto as esferas Criminal e Cível acontecem em ambiente Estadual ou Federal, a parte trabalhista permanece apenas em âmbito Federal. Existem particularidades entre as três, sendo que na Federal, o governo ou uma entidade dele derivada estará presente no processo, como o INSS, o DNER, entre outros órgãos.

A Justiça Estadual, também chamada de “Justiça Comum”, envolve processos ordinários. Já na Justiça Trabalhista, as partes tratam-se de patrões e empregados, ou funcionários e empresas; e os assuntos tratados são apenas de cunho de trabalho ou tema semelhante.

 

Como é o mercado de trabalho para perito judicial?

O mercado de trabalho para o profissional de perícia judicial pode ser um pouco mais amplo para aqueles que têm formação em Economia, Medicina, Engenharia Civil, Agronomia, Administração, Arquitetura ou Contabilidade. Vale ressaltar que só podem se candidatar a um cargo de Perito Judicial aqueles que têm formação em um curso superior. As perícias disponíveis para outras formações além das já citadas podem apresentar uma quantidade menor, mas isso vai depender de onde o candidato reside e o tamanho de sua cidade. Para se informar melhor, o candidato deve pesquisar junto ao foro e aos advogados se sua área de formação tem espaço na região em que mora, ou em seus arredores.

É possível ser Perito Judicial dentro da Justiça Federal, Estadual ou Justiça Trabalhista. Embora o cotidiano e os afazeres de um perito, tanto da Justiça Federal quanto da Justiça Estadual sejam praticamente os mesmos, o profissional pode atuar com tranquilidade em ambas as áreas. A Justiça Trabalhista possui uma quantidade bem elevada de perícias que envolvem cálculos financeiros, que geralmente são feitos por contadores, administradores ou economistas. A Justiça Trabalhista também inclui vastas perícias de medicina e segurança do trabalho em seu ramo. Elas podem ser efetuadas por arquitetos, médicos, engenheiros e agrônomos, desde que tenham um curso de pós-graduação, com especialização em medicina do trabalho ou segurança do trabalho.

O trabalho de Perito Judicial consiste em fazer um laudo, que servirá como prova no processo onde o profissional foi nomeado. Toda vez que um processo precisar ou apresentar conceitos mais técnicos ou científicos, um perito judicial será necessário.

A rotina de trabalho, bem como o prazo de entrega dos laudos, geralmente fica a cargo do próprio perito, que goza de uma agenda flexível. O local de trabalho do Perito Judicial tem a permissão para ser em diversos lugares em que ele acredite estar apto para cumprir com suas tarefas de forma plena, inclusive sua casa, se for o caso.

 

Quanto ganha um perito judicial?

Em sua maioria, os peritos judiciais recebem seus pagamentos de acordo com as causas em que trabalham; por isso, é claro, cada profissional recebe um valor diferente no fim do mês, podendo até mesmo ser discrepante.

O que geralmente não muda é a forma do cálculo do honorário. Cada laudo produzido tem um valor embutido, que considera o número total de horas trabalhadas, o valor que está sendo discutido no processo e também as suas características e especificidades.

Em média, uma hora de trabalho de um perito judicial equivale a R$ 300 reais de ganho. Mas isso é apenas uma média, é claro.

O pagamento pode acontecer em diferentes momentos. De acordo com o juiz, os honorários podem ser quitados na entrega do laudo, no fim do processo ou até mesmo antes que sejam feitas as avaliações. Tudo depende da esfera em que o processo ocorre, se a nível Estadual ou Federal, por exemplo.
Quem paga os honorários do perito?

O pagamento pelo serviço prestado pelo perito judicial geralmente recai sobre a parte que solicitou tal avaliação. Também há casos em que o autor requer a produção deste laudo, e nesta circunstância a própria justiça pode vir a arcar com as despesas.

 

Perito judicial pode ter trabalhos na área privada?

Sim! Não só pode como também deve. Assim como inúmeros outros casos relacionados à Justiça, é comum que exista certa demora, algo que no começo pode atrapalhar a vida do profissional que não consegue prever a data de seus recebimentos.

Os processos demoram a ser destinados a seus executores, e também há um prazo extenso para o recebimento pelo trabalho feito.

No início das atividades como perito judicial, ter um trabalho extra significa ter um sustento provisório até que o andamento na carreira comece a fluir e o salário a chegar.

  

Pós-graduação em Perícia, um diferencial na carreira

Além de ter um diploma do ensino superior, é interessante que o perito judicial tenha uma pós-graduação para atuar de forma técnica em sua área. Com o curso de pós-graduação em Perícia Criminal: Biologia e Ciências Forenses, do IBAP Cursos, é possível obter formação técnica para atuar como perito judicial, perito criminal ou assistente técnico. Com duração de 24 meses, o curso é reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), com certificação acadêmica e profissional, e prepara o aluno para se tornar um especialista na área de perícia.

Proporcionando ensino de alta qualidade aos futuros peritos, o IBAP Cursos é reconhecido pelo seu sistema de ensino e as aulas da pós-graduação em Perícia Criminal ocorrem um fim de semana por mês, das 8 às 18 horas (sábado e domingo). Para fazer o curso, basta realizar o processo seletivo através do site do IBAP. Com carga horária de 420 horas, a pós-graduação aborda módulos, como: Balística Forense, Botânica e Palinologia Forense, Crimes Ambientais, Criminalística e Laudo Pericial, entre diversas outras.

 

Curso de pós-graduação ideal para todos os profissionais com interesse em perícia

Criado e ministrado por professores especialistas nas mais diferentes áreas da perícia, com Mestrado e Doutorado, o curso de pós-graduação em Perícia Criminal: Biologia e Ciências Forenses, do IBAP Cursos, é indicado para todos os profissionais que possuem o nível superior e querem se preparar para atuarem como peritos judiciais, peritos criminais ou assistentes técnicos. O objetivo do curso é preparar o aluno para que ele tenha capacidade técnica para desenvolver e elaborar laudos científicos de perícia.

O trabalho dos peritos no Brasil é de extrema importância para que haja provas materiais de crimes, processos, vítimas e situações de crime. Por isso mesmo, esses especialistas precisam estar muito bem preparados, além de qualificados em relação às exigências da Polícia Civil e outros órgãos nos quais os peritos trabalham. A pós-graduação em Perícia Criminal do IBAP foi elaborada exclusivamente para oferecer todos os conhecimentos necessários aos profissionais interessados na área.

Você quer se tornar um perito? Inscreva-se na próxima turma de Pós-graduação em Perícia Criminal!

 

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