Nutrição e metabolismo bacteriano

03 ago
Postado por Categoria: Blog

É de conhecimento geral de que o corpo humano necessita de boas fontes de nutrição (alimentação equilibrada) para manter suas funções ativas e com a devida qualidade de vida. O indivíduo ingere um alimento, o alimento é decomposto pelo organismo e os nutrientes distribuídos pelo metabolismo. No caso das bactérias, o metabolismo bacteriano segue os mesmos princípios, mas em uma escala com menor nível de complexidade.

O ramo da ciência que estuda e analisa a nutrição e metabolismo bacteriano é o da microbiologia. Todavia, o microbiologista não limite seus afazeres acadêmicos apenas as bactérias, sua área de atuação se estenda a todos os microrganismos, passando por espécimes procariontes e eucariontes unicelular.

A classificação e o metabolismo bacteriano

باکتری

O metabolismo bacteriano dependente de fontes de carbono para se manter nutrido. Devido a essa característica, as bactérias podem ser classificadas como autótrofas e heterótrofas. Dentre as classes de nutrientes, o metabolismo bacteriano pode se manter ativo com fontes de macronutrientes (carbono, enxofre, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio e fósforo) ou micronutrientes (zinco, cálcio, sódio, ferro, manganês, potássio, cobalto, cloro, etc).

As bactérias precisam de um ambiente nutritivo para sobreviver, o corpo humano por inteiro é um ótimo ambiente, mas também é possível analisar colônias de bactérias em laboratório fornecendo, por exemplo, uma fonte de proteína para o seu crescimento. É dessa forma que os estudos de microbiologia são realizados.

 

As bactérias autótrofas:

No grupo das bactérias autótrofas podemos encontrar dois grupos, as dependentes de fotossínteses e as que se alimentam através da quimiossíntese. A primeira capta a energia solar através de uma clorofila (bacterioclorofila); e a segunda é caracterizada por uma reação que produz energia química, usando de dióxido de carbono (CO2) e de água molecular (H2O).

A alimentação quimiossíntese é um recurso do metabolismo bacteriano quando não existe uma fonte de lux solar que possa manter a bactéria nutrida.

As bactérias heterótrofas:

Em primeira instância, é possível dividir as bactérias heterótrofas a partir do oxigênio. Algumas precisam de oxigênio para sobreviver (aeróbias obrigatórias), outros sobrevivem com ou sem oxigênio (anaeróbias facultativas), e há aquelas que morrem mediante a presença de oxigênio (anaeróbias obrigatórias).

É no grupo das bactérias heterótrofas que se encontra aquelas que são nocivas ao corpo humano, pois em sua classe se destacam aquelas que atuam como as parasitas, que agridem outros seres vivos a fim de conseguir sua respectiva fonte de nutriente. Esse processo parasitário pode ocorrer de diversas maneiras diferentes.

Não são todas as bactérias parasitas que vão prejudicar o seu portador. As bactérias simbiontes encontradas no estômago de alguns ruminantes, por exemplo, se alimentam da celulose da vegetação ingerida pelo bicho e, em troca, fornecem aminoácidos essenciais para o metabolismo do seu portador.

Outro tipo que se destaca são as decompositoras, que alimentam de matéria morta, sendo importantes para o equilíbrio da biosfera. Essas bactérias podem atuar decompondo vegetais e animais, recobrando para o ambiente os nutrientes das respectivas espécies. Como sabemos, o plástico e outros materiais demoram para ser decompostos, mas quando isso acontece, as responsáveis são justamente essas bactérias.

 

Por: Marina Caxias | Texto Aprovado pelo Conselho Científico do Instituto Biomédico – IBAP

Artigo pertence a série de artigos sobre Microbiologia. Você pode ler o próximo artigo clicando aqui

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