Multiplicação dos vírus animais e bacteriófagos

Multiplicação dos vírus animais e bacteriófagos

14 set
Postado por Categoria: Blog

O vírus é, por essência, um parasita e um ser vivo acelulado. O vírus não possui atividade vital fora de um outro organismo, essa dependência não os classifica apenas como um componente apenas infeccioso, mas, sim, como uma forma de vida extremamente econômicos.

Vale ressaltar que por mais que um vírus dependa das células de outros organismos para viver, isso não significa que eles morrem quando não estão em contato com qualquer tipo de organismo vivo. Dentre os mais de 3 mil vírus catalogados, alguns conseguem hibernar por um certo período de tempo até entrar em contato novamente com uma célula viva.

Um vírus pode ter diversos tipos de estrutura, mas, em essência, sua composição é feita por uma membrana proteína que envolve um DNA, RNA ou ambos. Os vírus não têm a intenção de adoecer os outros seres vivos que eles infectam, isso é apenas uma consequência da sua presença no organismo onde há a incubação.

Os vírus conseguem infectar qualquer tipo de organismo vírus, mas isso não significa que um vírus ativo em um ser humano também é ativo em um vegetal, fungo ou bactéria. Existem muitos vírus nos vegetais que as pessoas usam para se alimentar, porém, como a composição desses seres é combina com o reino vegetal, eles não causam efeito negativo nos outros reinos, muitos morrem nesses outros organismos por não conseguiram se assimilarem as células.

Como os vírus se reproduzem e se multiplicam

vírus

Como já foi explicado, os vírus são muito variados e atingem todos os tipos de organismos vivos, mas cada um à sua maneira. E, também a sua maneira, os vírus se reproduzem e se multiplicam diferentemente de um tipo de organismo para o outro. O invasor de um organismo animal segue um padrão de reprodução diferente dos bacteriófagos (vírus de bactéria); todavia, parte desse processo é similar, mesmo que em organismos diferentes.

Em um organismo do reino animal, o vírus pode se reproduzir em um ciclo lisogênico ou lítico. No ciclo lisogênico, o vírus acaba invadindo a célula e usa da reprodução natural dessa célula para se multiplicar em conjunto. A cada nova célula, um novo vírus, ou seja, uma nova célula infectada; no ciclo lítico o vírus assume o controle da célula e a deixa inativa. Desse modo, controlando o metabolismo da célula, o vírus se reproduz, podendo fazer até 200 novos vírus que vão seguindo infectando o corpo.

Pelo fato das bactérias serem compostas por uma célula, os vírus também conseguem infectar as mesmas. Esses são chamados de bacteriófagos. No vírus de DNA, ele pode invadir a bactéria sem interferir nas funções da mesma, desse modo, quando ela se multiplicar o vírus acaba se reproduzindo. O vírus também pode invadir a bactéria, se multiplicar internamente até romper a membrana e se espalhar pelo ambiente atrás de outras bactérias.

O vírus de RNA também invade as células bacterianas, podendo se multiplicar a partir da multiplicação interna do RNA ou através da criação de DNA a partir do RNA viral.

 

Fontes utilizadas

http://educacao.uol.com.br/disciplinas/biologia/virus-estrutura-e-ciclos-virais.htm

http://alunosonline.uol.com.br/biologia/multiplicacao-dos-virus.html

 

Por: Marina Caxias | Texto Aprovado pelo Conselho Científico do Instituto Biomédico – IBAP

Este artigo faz parte da série de textos sobre microbiologia.

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