Medicamentos anti-hipertensivos podem ter um papel importante no tratamento Doença de Alzheimer

01 fev
Postado por Categoria: Blog

Em testes de laboratório, um fármaco aprovado pelo FDA utilizado para tratar a hipertensão arterial reduziu a quantidade de células danificadas ligadas à Doença de Alzheimer, dizem pesquisadores da Georgetown University Medical Center (GUMC) e do National Institutes of Health.

Segundo os pesquisadores, o seu trabalho, publicado online no dia 28 de Janeiro na revista Alzheimer’s Research and Therapy, fornece informações que apoiam o potencial efeito do medicamento candesartan – bem como outros bloqueadores dos receptores da angiotensina no tratamento precoce da doença de Alzheimer.

“Nossos resultados fazem sentido em muitos aspectos”, diz o autor do estudo Juan M. Saavedra, MD, do Departamento de Farmacologia e Psicologia GUMC’s. “A hipertensão reduz o fluxo de sangue por todo o corpo e cérebro e é um fator de risco da doença de Alzheimer. Estudos epidemiológicos anteriores observaram que a progressão de Alzheimer foi atrasada em pacientes hipertensos tratados com bloqueadores dos receptores da angiotensina.”

Em teste laboratoriais, os investigadores exploraram a ação do fármaco candesartan sobre os efeitos neurotóxicos de exposição ao glutamato, um fator prejudicial demonstrado nas fases iniciais da doença de Alzheimer.

Os cientistas descobriram que o fármaco candesartan impede a morte neuronal induzida pelo glutamato. Eles realizaram análises mais detalhadas, demonstrando que o candesartan impedia a inflamação neuronal e muitos outros processos patológicos, incluindo alterações no metabolismo amiloide, uma característica da Doença de Alzheimer.

Os pesquisadores dizem que este trabalho apoia os testes com o fármaco candesartan, ou outros medicamentos para tratamento de pressão arterial, em estudos clínicos controlados em pacientes nos estágios iniciais da doença de Alzheimer.

Fonte: Eurekalert.org

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