Como Funcionam as Diferentes Técnicas de Reprodução Humana Assistida

09 jun
Postado por IBAP Cursos Categoria: Blog

Ter uma família completa e feliz continua sendo uma das maiores metas de vida das pessoas. No entanto, a correria da vida moderna tem feito que muitos posterguem esse objetivo. As condições econômicas, questões relacionadas à demanda de tempo, dificuldades em achar um par são apenas alguns dos motivos que influenciam nessa decisão. Embora decidir deixar o sonho da maternidade e/ou paternidade para depois seja comum, há um fator que não tem como controlar. O tempo biológico dos serem humanos.

Muitas pessoas compreendem que o fato de adiar o sonho de ter filhos pode ser a melhor decisão no momento, contudo, é provável que em longo prazo apareçam questionamentos relacionados à fertilidade. Como solucionar situações deste tipo? É possível contornar a situação?

Estas e várias outras perguntas serão respondidas no decorrer deste texto. Ele foi elaborado especialmente para você que deseja conhecer mais informações a respeito das técnicas de reprodução humana assistida.

 

O que são as técnicas de reprodução humana assistida?

São denominadas de Técnicas de Reprodução Assistida (TRAs), todos os procedimentos através dos quais é possível efetuar a aproximação artificial dos gametas femininos (óvulos) e gametas masculinos (espermatozoides). O objetivo principal destas técnicas é favorecer a gravidez. Estas técnicas acostumam ser adotadas quando os tratamentos com medicamentos ou cirúrgicos não estão indicados ou não estão tendo o resultado esperado.

As primeiras técnicas de reprodução humana assistida foram desenvolvidas para o tratamento dos casos de infertilidade masculina, problemas durante a relação sexual ou baixa mobilidade dos espermatozoides. Neste início das TRAs, os procedimentos visavam contribuir na colocação dos espermatozoides na vagina. Estas técnicas de inseminação vaginal logo foram substituídas pelas inseminações cervicais e intrauterinas no intuito de potencializar a aproximação dos espermatozoides ao óvulo.

Com o passar do tempo, avanço da tecnologia e descobrimento de novos conhecimentos, foi possível desenvolver novas técnicas. Existe uma classificação para as atuais Técnicas de Reprodução Assistida.

 

Classificação das TRAs

As técnicas podem ser classificadas como de baixa ou alta complexidade.

Os procedimentos de baixa complexidade ocasionam a união entre o óvulo e espermatozoide dentro das tubas uterinas. São eles: coito programado e a inseminação intrauterina, também conhecida como inseminação artificial.

São consideradas técnicas de alta complexidade aquelas que efetuam a união do óvulo e do espermatozoide em ambiente laboratorial. Isso implica a necessidade de extrair os óvulos do organismo da mulher. Os procedimentos incluídos neste grupo de alta complexidade são a Fertilização In vitro e Injeção Intracitoplasmática dos espermatozoides.

 

Técnicas de reprodução humana assistida de baixa complexidade

Coito Programado

É uma técnica simples. Consiste na estimulação leve da ovulação por medicamentos e controles ecográficos regulares no intuito de conhecer o número de folículos presentes nos ovários e de programar o momento adequado para manter relações sexuais.

 

Inseminação Intrauterina (ou Artificial)

É uma técnica extremamente simples que se define como o depósito de espermatozoides de maneira não natural no aparelho reprodutor feminino. Esta implantação é feita no momento próximo à ovulação. Esse período exato proporciona mais chances de formação do embrião. Para a realização da técnica é necessário contar com a integridade anatômica de pelo menos uma tuba uterina e uma boa concentração de espermatozoides móveis.

A inseminação intrauterina compreende diversas etapas. A primeira é a estimulação da ovulação para alcançar o desenvolvimento de vários folículos conjuntamente com o monitoramento ecográfico. Este controle permite conhecer o número e tamanho dos folículos à medida que estes vão se desenvolvendo. Após os folículos alcançarem certo tamanho, aplica-se uma injeção de HCG que permite chegar à completa maturidade e à ovulação. Aproximadamente 36 horas depois desta aplicação pode ser efetuada a inseminação. Para isso, é preciso que o par entregue uma amostra do sêmen ou este material seja conseguido através de uma doação.

Posteriormente, o sêmen é processado com o objetivo de separar os espermatozoides de boa qualidade e estes serão depositados na cavidade uterina mediante um cateter fino.

 

Técnicas de reprodução humana assistida de alta complexidade

Fertilização In Vitro

É uma das técnicas de fertilização mais usadas. A fertilização do óvulo pelo espermatozoide é feita em um ambiente artificial, o laboratório. No entanto, o processo de fertilização é totalmente natural, já que são colocados milhares de espermatozoides ao redor do óvulo, que é penetrado naturalmente por um deles. Desta forma são gerados os embriões. Eles são mantidos no laboratório entre dois e cinco dias e posteriormente são transferidos à cavidade uterina por meio de um fino cateter.

A técnica foi desenvolvida inicialmente para o tratamento da infertilidade causada devido à obstrução das tubas. Com o decorrer do tempo, as indicações foram sendo ampliadas e possibilitou-se a incorporação de casos nos quais existe dificuldade no encontro entre óvulo e espermatozoides.

A Fertilização In Vitro tem ocasionado a possibilidade de gravidez em casos onde incidem fatores masculinos, endometriose, problemas imunológicos, esterilidade sem causa aparente. Além disso, houve a incorporação de alguns procedimentos como a criopreservação embrionária, técnicas de micromanipulação, recuperação de espermatozoides, oocultura, assisted hatching, diagnóstico genético preimplantação, entre outros procedimentos.

Os passos da Fertilização In Vitro incluem a hiperestimulação ovárica controlada e o monitoramento ecográfico da ovulação, a recuperação dos ovócitos, a fertilização e a cultura embrionária, a transferência dos embriões ao útero e a manutenção na fase luteínica.

 

Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides (ICSI)

A ICSI é feita pela injeção de um único espermatozoide no interior do óvulo. Para a realização desta técnica efetua-se um procedimento semelhante ao descrito na Fertilização In vitro. Contudo, na etapa de fertilização, no lugar de ser feita a incubação dos espermatozoides com o óvulo, é injetado um espermatozoide no interior do gameta feminino (óvulo).

Esta técnica desenvolveu diversas possibilidades terapêuticas, em especial para a esterilidade conjugal de origem masculina. Até pouco tempo atrás, homens tinham como opções a adoção, a inseminação com sêmen de um banco ou a resignação de não poder ter filhos, com a ICSI há chances destes homens gerarem filhos.

 

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