Ciclo lítico e ciclo lisogênico

Ciclo lítico e ciclo lisogênico

14 set
Postado por Categoria: Blog

Os vírus não são compostos por uma estrutura celular, o que os torna parasitas obrigatórios. Caso o mesmo fosse uma célula, ele poderia se multiplicar de maneira natural em um ciclo de mitose, por exemplo. Porém, os vírus são compostos por DNA ou RNA, ou ambos unidos, e infectam organismos procariontes para sua reprodução. Para a multiplicação, dependendo do tipo de vírus, o mesmo entrará em um desses dois tipos de ciclo: ciclo lítico e ciclo lisogênico.

Antes de discorrer sobre o ciclo lítico e ciclo lisogênico é válido ressaltar que, como os vírus são parasitas intracelulares obrigatórios, eles necessitam adentrar em uma célula (organismo procarionte) para poder se multiplicar e dar continuidade ao seu ciclo de existência. Desse modo, a reprodução de um vírus ocorre única e exclusivamente dentro de uma célula.

 

Entendendo como funciona o ciclo lítico

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Dentro do ciclo lítico o vírus infecta as células passando a assumir suas funções, mesclando seu material genético com o da sua hospedeira. O genoma viral é inserido na célula após a penetração do seu núcleo, o que faz com que as reações químicas dentro da célula começam a trabalhar para o vírus, desenvolvendo e construindo novas partículas virais no lado interno da célula.

Durante essa fase, chamada de montagem, quando a célula começa a organizar os componentes virais em novos parasitas, a membrana celular é rompida por uma enzima chamada lisozima. Quando ocorre o rompimento a célula é destruída e os novos vírus produzidos internamente são espalhados no organismo possibilitando a infecção de novas células dando continuidade ao ciclo viral de reprodução lítico.

 

Entendendo como funciona o ciclo lisogênico

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Como o ciclo lítico, o vírus dependente do ciclo lisígeno necessita exclusivamente da infecção da célula para poder se reproduzir, mas diferentemente do primeiro, ele não destrói o organismo para depois se espalhar pelo corpo. Dentro do ciclo lisogênico o vírus mistura seu material genético ao genoma da célula, possibilitando assim sua reprodução.

Quando o vírus de ciclo lisogênico infecta uma célula, a mesma não perde o controle de suas funções, muito pelo contrário, é fundamental que a célula mantenha seu metabolismo reprodutor intacto, pois é a partir disso que o vírus vai se multiplicar no corpo.

Ao infectar o genoma da célula, o vírus de característica lisogênico passa a fazer parte da mesma, como um legitimo parasita. Com isso, durante a mitose (o ciclo de reprodução celular), todas as novas células produzidas já estarão infectadas pelo vírus que foi reproduzido em conjunto a mitose.

 

 

Conclusão: o ciclo lítico e ciclo lisogênico

As reações negativas dentro do corpo humano provocadas por um vírus variam de cada tipo de vírus. Geralmente o tipo de ciclo reprodutivo é indiferente ao nível de problema que o mesmo pode provocar dentro do corpo. Ou seja, independente do ciclo lítico e ciclo lisogênico, existem vírus perigosos e menos nocivo em ambos os casos. Porém, é constatado que aqueles que se multiplicam com ciclo lisogênico possuem uma taxa de cura menor, com o nível de estrago no corpo dependendo de uma série de fatores e características.

 

Referências utilizadas

http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Seresvivos/Ciencias/biovirus2.php

http://www.infoescola.com/biologia/ciclo-litico/

http://www.infoescola.com/biologia/ciclo-lisogenico/

 

Este artigo faz parte da série de textos sobre microbiologia.

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Por: Marina Caxias | Texto Aprovado pelo Conselho Científico do Instituto Biomédico – IBAP

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